Édison da Silva Gonçalves é Pastor Auxiliar da Igreja Evangélica Cristo para as Nações, em Uruguaiana-RS.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Adão e Eva foram salvos?
Édison da Silva Gonçalves é Pastor Auxiliar da Igreja Evangélica Cristo para as Nações, em Uruguaiana-RS.
domingo, 9 de julho de 2017
v. 19 – Paulo fala que as divisões em certo sentido é boa, pois é através dela que aqueles que são verdadeiros cristãos são diferenciados daqueles que só aparentam serem crentes.
v. 20-22 – quando os cristãos primitivos se reuniam para celebrar a comunhão era costume realizar uma refeição comunitária em conjunto com a celebração da Ceia do Senhor. O Apóstolo fala que a reunião da ceia deveria ser celebrada como um exemplo de união, porém as pessoas estavam preocupadas apenas em se alimentar e parece que os mais abastados esqueciam dos mais pobres e comiam o melhor da festa sim se importar com quem viesse depois. Havia um total descaso com o outro. Ninguém se preocupava com o ‘bem-estar’ coletivo, apenas com o encher a sua própria barriga. Ele alerta que para encher a barriga era em suas próprias casas que isso deveria ocorrer. E isto ele estava reprovando dos coríntios.
v. 23-25 – nestes versículos ele começa enfatizando que o que ele ensinava teria recebido diretamente do Senhor, portanto tinha a máxima autoridade para orientar a qualquer um sobre a ceia. E então passa a recordar o que aconteceu na noite da ceia, embora ele não estivesse presente, pode ter recebido as informações diretamente de quem esteve presente no local. Isso não seria nenhum problema, considerando que essa carta foi escrita apenas mais ou menos 20 anos após os eventos ocorridos.
v. 26 – ele fala do objetivo da cerimônia que é ‘anunciar a morte do Senhor até que Ele venha’. Este anúncio é feito através do próprio ato de comer o pão e beber o vinho. O pão significa o corpo de Cristo que foi morto na cruz e o vinho o Seu sangue que, da mesma forma, foi derramado para a remissão dos pecados.
v. 27-29 – ele trata das consequências de comer o pão e beber o vinho com indignidade. Indignidade é uma ação injuriosa ou afrontiva. Quem é indigno é ordinário, inconveniente e desprezível. Na esfera jurídica o significado da indignidade são mais fortes e abrangentes que na linguagem comum. No direito brasileiro uma indignidade é causa de deserdação, a exclusão do herdeiro de receber sua herança. A expressão ‘réu do corpo e do sangue do Senhor’ fala da possibilidade de sofrer julgamento aquele que assim proceder. Em algumas traduções é dito ‘culpado do corpo e do sangue do Senhor’, ou seja, deixa de ser réu e já está condenado.
v. 28 – por isso a necessidade do exame individual antes de participar da ceia. E após ao exame, não deixar de participar. Nenhum pecado é tão grave que impeça qualquer pessoa de tomar da ceia. O importante é que neste exame haja o reconhecimento da culpa, o pedido de perdão e a fé de que foi perdoado. Esta expressão ‘examine-se’ traz uma ideia de que ao final do processo, a pessoa se sinta aprovada. Então diante disso ela tenha plena capacidade de participar normalmente da cerimônia. Esta ideia de aprovação vem do grego ‘dokimós’ , que é a mesma palavra que Paulo usa em II Tm 2.15, com respeito de como deveria ser aquele que almeja o ministério pastoral. Os dokimós eram homens que trabalhavam na conferência do peso das moedas, atestando que não houve adulteração e que continham o valor nelas especificados. Eles utilizavam balanças para pesar o dinheiro e com o resultado do peso sabiam se houve ou não falsificação. Estes homens ficavam acima de qualquer suspeita e eram escolhidos ‘a dedo’ e gozavam da maior confiança seja dos banqueiros seja da população em geral. Eram homens dignos, aprovados.
v. 29-30 – por isso a necessidade de ‘comer discernindo o corpo’. Este é o versículo chave das instruções para a ceia. O que nos faz diferentes de qualquer religião, é termos um Deus que é a cabeça e nós o seu corpo. Quando Paulo inicia a fala aos coríntios, ele reprova a atitude deles de não serem corpo, ou seja, não agirem em união. Quando eu como o pão, torno-me um com ele; nos unimos. Quando todos comemos do mesmo pão, nos tornamos um com o pão e entre nós. Se o pão representa o corpo de Cristo, significa que estamos nos tornando um com Ele, simbolicamente. Esta é a chave da participação: pelas feridas sofridas por Cristo na cruz, eu fui sarado (Is 53.4-5). Não há mais condenação para os que estão com Cristo (Rm 8.1). A questão de ser aprovado não está ligada ao fato de termos ou não cometido pecados, ou termos ou não confessado estes pecados. Porque aquele que está em cristo é nova criatura (II Co 5.17). E por ser nova criatura não vive pecando (I Jo 3.6). A questão está em saber qual é a minha função no corpo. Entender que eu sou importante para o andamento do corpo. E a participação na ceia é a celebração desta comunhão do corpo. Cada membro deve entender e discernir isso, pois o julgamento ou a sentença não trazem uma condenação de perda da salvação, mas de castigos temporários como doenças e até mesmo a morte prematura.
v. 31-32 – atesta a necessidade de alto exame, pois assim evitaríamos o julgamento tanto dos outros homens como do próprio Deus. Entretanto, ao sermos julgados por Deus, somos disciplinados por Ele. Pois somos seus filhos, herdeiros da promessa. E Ele nos quer bem.
v. 33-34 – este é o coroamento da instrução do apóstolo: ‘esperai uns pelos outros’. O que motivou a orientação foi exatamente a falta de companheirismo dos coríntios na ministração da ceia. Mesmo que em forma de banquete. Se eles comecem em comunhão não haveria problemas, mas ao desprezarem os mais pobres eles estavam fazendo acepção de pessoas. E isso para Deus não é admissível, pois Jesus Cristo morreu para todos; seu corpo foi moído por todos igualmente; seu sangue foi vertido igualmente por todos; então a participação na cerimônia que celebra este Seu sacrifício por todos e anuncia a Sua 2ª vinda para todos aqueles que o amam, deve ser discernida e participada por todos em comunhão. Se o objetivo é um jantar de confraternização, façamos em nossas casas, ou marquemos um dia diferente da Ceia do Senhor.
Édison da Silva Gonçalves é Pastor Auxiliar da Igreja Evangélica Cristo para as Nações, em Uruguaiana-RS.
domingo, 25 de setembro de 2016
sábado, 17 de setembro de 2016
Jogos de azar. O que a Bíblia diz?
- são jogos nos quais você investe dinheiro com um grande risco de perder e poucas chances de ganhar; - loteria, rifa, jogo do bicho, megassena, raspadinhas, bolsa de valores, etc. São exemplos de jogos de azar. Alguns destes jogos são permitidos pelo governo mas envolvem o mesmo risco.
* O que não são jogos de azar?
- sorteios em lojas, por recompensa como resultados de compra de algum produto;
- caderneta de poupança e certificados de depósito bancário (CDB) que envolvem investimento de dinheiro, mas com risco pequeno de perdas, pois têm um retorno previsto em juros e correção monetária após algum tempo.
- alguns jogos infantis, vendidos em lojas de brinquedos, que não envolvem apostas em dinheiro, mas são aprisionadores.
* O que a Bíblia diz?
a) Deus não condena a riqueza: Dt 8.18; I Cr 29.12-14.
- geralmente quem quer enriquecer, quer parar de trabalhar: Gn 2.15; II Ts 3.10-11; Pv 12.11; 6.9-11; 13.11; Ex 20.9-11;
b) Deus condena a ambição a qualquer custo: I Tm 6.6-11; Pv 28.20-22;
- ambição:
1) forte desejo de poder ou riquezas, honra ou glórias; cobiça;
2) anseio veemente de alcançar determinado objetivo, de obter sucesso, aspiração, pretensão.
c) O avarento não entrará no céu. Ef 5.5; Hb 13.5; Fl 4.10-13;
- avareza:
1) qualidade de quem tem apego excessivo ao dinheiro, às riquezas: Lc 18.24-25; Mt 6.24.
d) O que vem de Deus não causa sofrimento. Pv 10.22;
- para alguém ganhar, muitos tem que perder; façamos um teste: cada um deixe R$ 5,00 numa bandeja, para que, ao final da reunião, eu vá pegar e levar para casa. Só eu sairei feliz. É o que acontece na maioria dos jogos; é questão de sabedoria.
- a probabilidade de ganho é de 1/500.000.000;
e) Deus condena aquele que não confia nele. Is 65.10-12.
- Ele quer exclusividade nossa: I Co 6.12; Hb 13.5; Lc 8.14; 12.15;
Conclusão
O que fazer então? Seguir três princípios bíblicos.
1. evitar a busca desenfreada por riquezas. “Tudo por dinheiro!”; “A fazenda”; “Big brother”; etc.
2) evitar lucros injustos. Por quê alguém precisa perder para que eu ganhe? Quem investe dinheiro em jogos de azar, muitas vezes investe em vícios, pornografia, prostituição, drogas, lavagem de dinheiro, ociosidade, contravenção e crime.
3) seguir o princípio da mordomia cristã: tudo é de Deus e Ele permite que administremos, enquanto estivermos na terra. Lc 1.2; devemos então:
a) investir com sabedoria: Lc 19.12-23. Separe R$ 200,00; invista R$ 100,00 numa poupança e os outros R$ 100,00 em jogos. Ao final de um mês compare os lucros obtidos e continue investindo naquele que deu mais lucros. Lc 14.28; Pv 12.25; 16.17; 21.20. Quando investimos com sabedoria, investimos no trabalho.
b) O dinheiro, como tudo, é de Deus. Quando eu invisto o dinheiro, tenho de ter em mente que estou investindo o que é Dele e terei de dar contas do destino que dei às Suas coisas, mesmo que seja pouco. Mt 25.27; Lc 16.12.
Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=vajhEXdA938
https://www.youtube.com/watch?v=FWoL4ksgSpw
https://www.youtube.com/watch?v=PbELyzOsS_s
https://www.youtube.com/watch?v=MvQeSn8FURI
https://www.youtube.com/watch?v=DrSGLuBAqng
https://www.youtube.com/watch?v=74xTxxaTM9M
https://www.youtube.com/watch?v=TsooB8Ti0iE
Édison da Silva Gonçalves é bacharel em Teologia, pelo Seminário Teológico José Alfredo e Presbítero da Igreja Evangélica Cristo para as Nações, em Uruguaiana-RS.
domingo, 27 de dezembro de 2015
(Comentário sobre a Lição 9 da Revista Fundamentos para uma vida cristã vitoriosa, da Central Gospel - Autor: Pr Marco Antônio da Silva)
1. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO NÃO É?
Não é o batismo em águas (At 1.5; Mt 3.11) porque o batismo em águas é para arrependimento de pecados e pode ser feito por qualquer pessoa, qualquer pastor ou líder. Não é o novo nascimento (Jo 3.3-8; I Jo 3.9) porque este é símbolo de uma nova vida, gerada por uma nova semente que não nasceu da carne nem sangue, mas da água e do Espírito. Não é um sinônimo de salvação (AT - Ex 15.2; Sl 27.1 / NT – Mt 7.14; Mc 12.14) porque a palavra salvação vem do grego soteria, que significa livramento, ou chegar ao final do caminho em segurança. Não é a justificação (Rm 2.34; 5.18-19) porque a justificação é ser justo ou tornar-se justo diante de Deus. É quando o pecador arrependido se achega diante de Deus e recebe o perdão e se torna limpo novamente. Isso só é possível pela obra de Jesus no calvário.
2. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO É?
O batismo no Espírito Santo é uma promessa feita por Joel, a qual seria derramada sobre toda a carne (judeus e gentios) sem distinção de gênero, idade ou classe social. A definição está baseada em três afirmações:
É uma experiência distinta e posterior à conversão o batismo complementa a obra regeneradora e santificadora do Espírito Santo (Ef 2.;1.2). Estas palavras dizem respeito ao homem natural que é o morto no pecado e o regenerado, que é o vivificado por Cristo. (II Co 5. 17-18; Rm 8.1). Regeneração é nascer de novo. É ter uma nova realidade espiritual. Não é um processo, mas um ato que leva o homem a nascer da água e do espírito. Tt 3.5. A santificação é um processo pelo qual o crente torna-se realmente santo e justo. É um programa de vida em cuja execução o homem se santifica.
É uma promessa de Deus. A promessa do batismo no Espírito Santo foi feita no Antigo Testamento (Is 44.3; Pv1.23) e no Novo Testamento (Mt 3.11; Lc 24.49; At 1.4-8; 1.5; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.30; At 11.15-16; I Co 12.13) * De onde vem a promessa do Espírito Santo? Vem de Deus (At 2.33; Ef 1.3; Tg 1.17) * Para quem é a promessa do Espírito? A promessa é para aqueles que estavam ali naquele tempo, para seus filhos e gerações e para tantos quantos respondessem ao chamado de Deus pela pregação do Evangelho.
É um revestimento de poder Em At 1.8 o escritor utiliza a palavra virtude que significa poder, capacitação. É um revestimento especial que o cristão recebe para cumprir a sua missão com autoridade e ousadia. Este poder é direcionado ao serviço a Ele, não é a regeneração ou a santificação. É a prática de um testemunho eficaz, resultante de uma íntima comunhão com Deus.
3. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO PRODUZ?
Testemunho Esta é a única ordem de Jesus a respeito do Batismo no Espírito Santo (At 1.8). Deus os capacitou a fim de que falassem do Seu amor com fidelidade e fervor em qualquer situação. (At 2.1-40). Foi nesta capacitação que os missionários desde os primeiros Apóstolos, Paulo e os demais,cumpriram a missão de levar o nome de jesus até os confins da Terra. Porém a obra ainda não acabou. Nós temos a tarefa de continuar esta missão.
Edificação pessoal Falar em línguas. Com respeito ao falar em línguas como produção do Espírito Santo precisamos fazer algumas considerações. No dia de Pentecostes as pessoas reunidas em oração no cenáculo, ao serem batizadas com o Espírito Santo, falaram em outras línguas (At 2.4). O autor da lição afirma que foram falados dois tipos de línguas pelos cristãos: línguas conhecidas pelas nações ali representadas (dialektos) (At 2.5-11); e línguas desconhecidas por todos, definidas pela palavra grosso […] todos ouviram línguas sobre as quais não tinham qualquer entendimento. (SILVA, 2015, p 75). Entretanto não existe no texto bíblico amparo para esta segunda afirmação. As pessoas das outras nações os ouviram falar em sua própria língua. Eles entenderam, na sua própria língua, o que os discípulos estavam falando (At 2.11). Basta imaginarmos várias pessoas ao mesmo tempo falando línguas diferentes: eu vou ouvir um deles falando na minha língua natal, mas ouvirei os outros falando em línguas que eu não compreendo. Entretanto, alguém que estiver ao meu lado vai entender, pois ouvirá a sua própria língua, mas não entenderá o que for falado na minha língua. Acredita-se que houve um propósito para este tipo de manifestação. Haviam muitos povos presentes e eles precisavam ouvir “as grandezas de Deus” nas suas línguas maternas. Era a comprovação de algo totalmente sobrenatural, totalmente realizado pelo Espírito Santo, sem haver necessidade de intérprete.As línguas faladas pelo cristão sob a ação do Espírito Santo servem para sua edificação pessoal. É o dom de variedade de línguas preconizado e sistematizado em I Coríntios 14.2. É uma forma de se ter uma conversa íntima com Deus, porém sem nenhum controle do que se está dizendo, ficando a pessoa totalmente à mercê da ação do Espírito Santo. Por isso há a recomendação do apóstolo Paulo em que o cristão deve orar a Deus pedindo, também, o dom de interpretação de línguas. O derramamento do dom do Espírito Santo aconteceu em diversas passagens do livro de Atos: 10.44-47; 11.16-17; 16.14-15; 16.33-34; 19.4-6;
Orientação quanto ao falar em línguas no culto. Por isso o mesmo Paulo orienta a igreja em como deve ser exercido estes dois dons.: Ninguém deve ser impedido de falar em outras línguas na igreja (I Co 14.39), porém deve haver interpretação do que foi falado, para que toda a igreja seja edificada (I Co 14.5). Caso não haja intérprete, fique calado ou fale consigo mesmo e com Deus (I Co 14.28). Por isso é visto em outras partes do livro de Atos outras manifestações de pessoas que foram batizadas no Espírito Santo e falaram em outras línguas (grosso). Entretanto houve um certo descontrole, orientado por Paulo aos cristãos de todas as épocas.
* CONCLUSÃO
O batismo no Espírito Santo visa, além do desenvolvimento da santidade pessoal do indivíduo, capacitá-lo ao serviço cristão. Fazer como foi feito aos discípulos que transformaram o mundo da sua época e esta transformação chegou até nós (Lc 10.17). Para que possa fazer o mesmo, o cristão atual precisa buscar este revestimento. Uma coisa já está garantida: a vontade de Deus em cumprir a Sua promessa.
Édison da Silva Gonçalves é Bacharel em Teologia, pelo Seminário Teológico José Alfredo e Professor da Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Peniel em Realengo, RJ.
sábado, 16 de agosto de 2014
O MISTÉRIO DE CRISTO EXALTADO
I. CRISTO PROFETIZADO NO ANTIGO TESTAMENTO
Miquéias profetizou entre 750-687 a C., durante o reinado de Jotão, Acaz e Ezequias (Mq 5.2). O cumprimento da profecia foi em Lc 2.4, 5, 7, porém a 1ª profecia sobre Jesus veio da boca do próprio Deus, (Gn 3.15) com cumprimento em Gl 4.4, com o objetivo Dele morrer por nós (Rm5.6,8), como havia sido prometido, para reconciliação do homem com Deus (2 Co 5.19), pois não teria condições dessa reconciliação ocorrer pelo próprio homem. Nesta situação Jesus torna-se nosso guia por lugares tranquilos, por águas seguras, como um pastor conduz suas ovelhas. (Sl 23).
II. A VISÃO DE JESUS GLORIFICADO
A visão de alguém semelhante ao Filho do Homem mostra para nós que Jesus, mesmo glorificado, guardou as características humanas. Nos conforta profundamente saber que Ele está no meio da igreja, que são os sete candelabros de ouro (Mt 28.20). Sua presença na igreja conforta, alimenta, unge, orienta, ilumina, batiza, e, no final, após o arrebatamento, permanecerá eternamente (I Ts 4.17). Como nosso Sumo Sacerdote, da ordem de Melquisedeque, isto é, instituído por deus antes de qualquer outro sacerdote, ele continua a interceder por nós. A cor branca na cabeça e cabelos mostra a pureza que deve ser cultivada pela nossa mente, procurando afastar o pecado até dos nossos pensamentos. (I Pe 2.22)
III. O TOQUE DA MÃO DO SENHOR
A mão do Senhor tem o poder de abençoar o seu povo em toda as situações (Ne 2.18). Não seria diferente com João na ilha de Patmos, preso, longe dos seus irmãos, sofrendo dores. Patmos significa morte. A mão do Senhor pode livrar da morte, do medo (Sl89.13); produz milagres (Sl 37.240; levanta os enfermos e nos ensina a fazer o mesmo, para que eles sejam curados (Tg 5.14). Impor as mãos para cura dos enfermos deve ser uma constante na vida do cristão comprometido com o Reino de Deus. Daí a importância de mãos limpas na obra do Senhor (Mc 16.18).
IV. JESUS CRISTO VIVE PARA SEMPRE
Que algo tremendo deve ter sido para João conviver com Jesus, vê-lo sofrer, morrer e agora contemplar a maravilha da sua exaltação. Não há como não tomar outra atitude senão a de adoração. Não há como contestar que Jesus está vivo. Basta consultar a Palavra e o encontramos sendo tema de todos os livros da Bíblia: "Em Gênesis Jesus é o Cordeiro no altar de Abraão; Em Êxodo é o cordeiro da Páscoa; Em Levítico ele é o sumo sacerdote; Em Números ele é a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite; Em Deuteronômio ele é a cidade de nosso refúgio; Em Josué, ele é o tecido vermelho na janela de Raabe; Em Juízes ele é o nosso Juiz; Em Ruth ele é o nosso parente redentor; Em I e II Samuel ele é o nosso profeta confiável; Nos livros de Reis e Crônicas é o nosso soberano; Em Esdras ele é o nosso escriba fiel; Em Neemias é o reconstrutor de tudo que está destruído; Em Ester ele é Mordecai assentado fielmente no portão; Em Jô ele é o nosso redentor que vive para sempre; Em Salmos ele é o meu pastor e nada me faltará; Em Provérbios e Eclesiastes ele é nossa sabedoria; Em Cantares ele é o belo noivo Em Isaias ele é o servo sofredor; Em Jeremias e Lamentações Jesus é o profeta que chora; Em Ezequiel ele é o maravilhoso homem de quatro faces; Em Daniel ele é o quarto homem na fornalha; Em Oséias ele é o amor sempre fiel; Em Joel ele nos batiza com o Espírito Santo e com fogo; Em Amós ele leva nossos fardos; Em Obadias nosso salvador; Em Jonas ele é o grande missionário que leva ao mundo a palavra de Deus; Em Miquéias ele é o mensageiro dos pés formosos; Em Naum ele é o vingador; Em Habacuque ele é a sentinela orando sempre pelo reavivamento Em Sofonias ele é o Senhor poderoso para salvar; Em Ageu ele é o restaurador de nossa herança perdida; Em Zacarias é a nossa fonte; Em Malaquias ele é o filho da justiça com a cura em suas asas. Em Mateus ele é o Cristo o filho do Deus vivo Em Marcos ele é o operador de milagres; Em Lucas ele é o filho do homem; Em João ele é a porta pela qual todos devem passar; Em Atos é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco; Em Romanos é a nossa justificação Em Coríntios é nossa ressurreição e o que leva os nossos pecados; Em Gálatas ele nos redime da lei; Em Efésios ele é nossa riqueza insondável; Em Filipenses ele supre todas as nossas necessidades; Em Colossenses ele é a plenitude do Deus encarnado; Em Tessalonicenses ele é o nosso Rei que virá; Em Timóteo ele é o nosso mediador entre Deus e os homens; Em Tito ele é nossa bendita esperança; Em Filemon ele é o amigo mais chegado que um irmão; Em Hebreus ele é o sangue do pacto eterno; Em Tiago ele é o Senhor que cura o doente; Em Pedro ele é o pastor principal; Nos livros de João é Jesus que tem a ternura do amor; Em Judas ele é o Senhor que vem com milhares de santos; E em Apocalipse, a igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada sua redenção: Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. (Autor anônimo)"
A Bíblia sofreu todo tipo de perseguição, com o intuito de destruí-la, porém ela continua "viva e eficaz". Jesus está vivo na igreja, pois é o seu corpo místico e não tem como as portas do inferno prevalecerem contra ela (Mt 16.18). Jesus vive no cristão, mas não somente nas palavras ditas nos púlpitos das igrejas, mas no viver diário, no testemunho real no seu trabalho, em casa, nas escolas, nos meios de transportes, de forma que o mundo possa reconhecer Jesus em nós e comprovar que ele está vivo (Gl 2.20).
Como João viu Cristo exaltado entre os candelabros, isto é, entre a Sua igreja, o mundo precisa ver o mesmo Cristo entre nós. O livro de Apocalipse é uma revelação de coisas que acontecerão coma igreja no futuro. Precisamos abrir nossos olhos para também abrir os olhos do mundo, a fim de que eles possam contemplar como nós a glorificação de Jesus para vida eterna e não para a condenação eterna.
Édison da Silva Gonçalves é Seminarista do Seminário Teológico Bispo José Alfredo e professor da EBD da Igreja Batista Peniel, em Realengo, Rio de Janeiro-RJ.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A VIDA DE ORAÇÃO DO CRENTE
A armadura é a verdade eterna de Deus encontrada nas escrituras. Vesti-las é aplicar a verdade em nossas vidas. Cada parte da armadura representa um aspecto distinto da verdade. Vivemos num mundo de mentiras, onde só a verdade de Deus deve moldar o nosso viver diário. Por isso devemos estar preparados para receber os ataques às nossas mentes e emoções no dia a dia.
Quando vestimos a armadura, não significa que estamos prontos para a batalha, pois falta a habilidade e a força. Um soldado que veste a farda pela primeira vez ainda não tem experiência suficiente para enfrentar um combate real. Precisa passar por vários treinamentos, a fim de adquirir a capacidade necessária para a guerra.
A oração é a parte da armadura do crente que o garante estar pronto para o combate. A maioria dos cristãos faz tudo na igreja, mas não oram, não tem uma vida dedicada à oração. Spurgeon disse certa vez que "poderia viver sem comer ou respirar a viver sem oração".
Em Ef 6.18 observamos cinco aspectos sobre a oração ligada à guerra espiritual:
a) Ore sempre - ao longo do dia, por várias vezes. John Wesley descreveu o homem que cumpre a ordem de orar sem cessar da seguinte forma: "Seu coração está sempre elevado a Deus, a toda hora e em todos os lugares. Ele nunca será atrapalhado ou muito menos interrompido por qualquer pessoa ou situação. Ele anda continuamente com o Senhor, tendo os olhos fixos n'Ele e, em todos os lugares, O vê, Ele que é invisível."
b) Ore em Espírito - seja guiado por ele durante a oração. Quando pedimos a assistência do Espirito Santo em nossas orações, podemos ter certeza de estarmos orando Nele. O nosso coração fica emocionado, a mente fica livre, todo pensamento é ordenado: louvor, pedidos, interseção fluem livremente por horas sem percebermos os minutos passando.
c) Vigilante em oração - após orar em Espírito é preciso estar vigilante em oração, ficar atento, em guarda. Preste atenção e esteja pronto para a batalha em oração. O Senhor está se movendo? Ore. Um soldado amigo caiu? Ore. Estabeleça um vigia! Consiga um parceiro de oração! Ore! Ore! Ore!
d) Perseverança na oração - nunca desista de orar. Quando não vemos respostas imediatas às nossas orações, nós tendemos a desistir. Mas é aí que precisamos perseverar. É como se fosse correr uma maratona: cada passo de uma vez até concluir os 42 Km. Resistência é o segredo. Em Mt 7.7 Cristo diz:" Pedi e dar-se-vos-á, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á". Os verbos denotam insistência; não esmorecimento.
Para perseverar é preciso compromisso, disciplina, requer sacrifício próprio. George Miller orou 50 anos pela conversão de dois amigos e foi coroado com a salvação dos dois.
e) Súplica por todos os santos - orar pelo povo de Deus é um privilégio que cada um de nós tem. Você está procurando um ministério? Não sabe qual é o teu chamado? Ore pela igreja; pelo seu pastor e por todos que servem genuinamente ao Senhor; pelo evangelho de Cristo; pelos missionários; por todos os servos de Deus; por aqueles que estão no mundo secular, para que sejam sal e luz; ore pelos enfermos.
Você pode ter um ministério internacional sem sair de casa. Nunca subestime o poder da oração. Hudson Taylor conta a história de uma missão na China que crescia tanto numérica como espiritualmente. Em visita à Inglaterra ficou conhecendo um homem que se correspondia com um membro da missão na China e orava todos os dias pela vida espiritual dos novos convertidos daquela missão. Aí estava o segredo da ação de Deus a milhares de quilômetros.
O que você está esperando para começar a orar??!!
Èdison da Silva Gonçalves é professor da EBD (Escola Bíblica Dominical) da Igreja Batista Peniel, em Realengo, Rio de Janeiro.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
CRIAÇÃO, O PROPÓSITO DA UNIDADE
Sl 19.1-9
“No princípio criou Deus os céus e a terra.” Gn 1.1
Deus criou todas as coisas com um propósito. Nada é por acaso. Quando vemos nos primeiros versículos de Gênesis a criação da luz para separar as trevas; a separação das águas da porção seca, e a consequênte produção de “ervas que dê semente”; os grandes luminares para governar a noite e o dia; os repteis, os peixes, aves e tudo o mais, com o propósito de frutificar, multiplicar e encher as águas e a terra e, por fim o ser humano.
Tudo com propósito definido e em comum acordo, para glorificá-lo e exaltá-lo em todos os seus atos. Por mais simples que possa ser a forma de vida ou qualquer evento cósmico, seja no mundo físico ou espiritual contribuem para realização da vontade de Deus em unidade.
1.A BÍBLIA DECLARA A CRIAÇÃO
A Bíblia declara que a criação foi um ato da soberania de Deus e tudo depende dele (Ne 9.6 / At 17.25b, 28). Não há como viver uma vida independente da ação de Deus (Jo 15.5). O simples ato de respirar só acontece se Ele quiser. Por mais rico que seja, ou inteligente, ou bem sucedido, só foi possível porque Deus estava no controle, administrando (Ap 3.17). Por incrível que pareça ainda existem pessoas que tentam uma vida longe da ação de Deus. Os homens podem divorciar das mulheres, os filhos serem independentes dos pais, mas de Deus não tem como. ( o filho pródigo / Nabucodonosor Dn 4. 29-35)
a. A unidade na natureza
Quando vemos a admiração de Deus em declarar que tudo que criou era bom, somos lembrados da unidade de propósito e desígnio (Mt 6.26 / Rm1.20). Ele nos criou com propósitos definidos e em Seu desígnio cuida de sua criação, alimentando, vestindo, etc. Se a terra estivesse um pouco mais perto ou longe do sol, não haveria condições de ter vida na terra.
2.A CRIAÇÃO DO HOMEM MANIFESTA O PROPÓSITO DIVINO DA UNIDADE
a. Um exemplo clássico. O Homem foi criado para ter unidade com Deus, declarando esta unidade por intermédio da adoração e obediência. Quando houve a queda, iniciou o afastamento e a interrupção desta unidade por causa da desobediência. O pecado nos afasta de Deus e nos aproxima das maldições e do juízo Dele nas nossas vidas. (Josué e o pecado no arraial / os filhos de Eli e o roubo da arca / o afastamento da glória de Deus do povo e seu consequênte rapto para a Babilônia)
3.O RESGATE E A RESTAURAÇÃO DA CRIAÇÃO
A obra de Cristo restaurou a unidade perdida com o pecado denotando o cuidado de Deus com sua criação e com seu propósito original de ter comunhão tanto com o homem quanto coma natureza, pois até ela foi afetada pelo pecado.
a. Passagens e figuras que falam da unidade
1) Em relação ao povo judeu - promessa de restauração da terra e do coração e da alma do povo; Jr 32.29
2) União para a missão – Sempre haverá alguém que Deus sempre levantará para apregoar as Suas maravilhas; Gn 6.18 a arca é a igreja
3) União para a criação de um povo – Deus sempre nos convida para estar sempre em sua presença e manter unidade com Ele e com nossos irmãos vivendo uma vida de vitória já aqui na terra.
4) União para os negócios – Deus é fiel com aqueles que são fiéis seja no muito ou no pouco.
5) União para a evangelização e a salvação – quando manifestarmos a unidade que temos com Deus e com nossos irmãos, estaremos cumprindo o ide de forma completa e mundo irá crer nas obras de Deus. At 2.42-47.
4.CONCLUSÃO
Não existe a possibilidade de cristianismo solitário. Ficar em um quarto, só temporariamente, falando e ouvindo Deus. Depois, sair para ser sal e luz. O cristianismo é sempre coletivo. Nunca deve pensar em si mesmo, mas nos outros. Então o que é ser um? É caminhar juntos com um único propósito. Por isso Deus não mediu esforços para manter a comunhão conosco após a queda e faz isso até hoje. Cabe a nós informar aos homens este propósito de Deus.
Édison da Silva Gonçalves é Professor da EBD na Igreja Batista Peniel em Realengo-RJ.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
A DOUTRINA DA TRINDADE
Existem alguns problemas de interpretação na Bíblia. E estes problemas tornam-se maiores quando o homem tenta explicar em detalhes coisas que ela não explica.
Mistério é aquilo que o homem não pode entender por si mesmo, então Deus revelou. A trindade é um mistério revelado, mas não nos mínimos detalhes. Encontramos 60 versículos que fazem referência ao nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não necessariamente nesta ordem. (I Pe 1.2; Jd 21)
O que importa para nós é que são três pessoas distintas, mais iguais em poder, honra e principalmente em essência. Agindo em perfeita unidade de propósito e objetivo, para que o homem alcance a salvação e a vida eterna.
Que nossa fé possa ser renovada a cada dia e possamos compreender este místério a despeito de todas as opiniões que, ao longo dos anos, tentam invalidar esta doutrina. Que Deus nos ajude a continuar estudando a Sua Palavra, para que possamos ter base e confrontar àqueles que pedirem a razão da nossa fé.
Ir Édison da Silva Gonçalves, Professor da EBD da Igreja Batista Peniel em Realengo, RJ.
sábado, 13 de novembro de 2010
A mesa com os pães da proposição represntam Cristo e seu sustento para nós. Sustento este representado pela Sua palavra e Sua presnça que nos sustentam completamente. A mesa ficava do lado oposto ao castiçal de ouro, significando que o nosso sustento deve ser sempre ilumidado pela preseça do Espírito Santo. Esta mesa representa, também, a uni~]ao que Deus eseja que tenhamos com Ele e prefigura o que acontecerá no grane baquete celestial. O elemnto mais importante da mesa eram os pães em númer e 12, sigificando as doze tribos de Israel. Eram consumidos pelos sacerdotes dentro da tenda, o Sábado, Dia do Sehor, pois eram os pães da face ou presença de Deus. Os materias presentes na mesa eram todos de ouro: pratos de ouro para conduzir os pães à mesa, colheres de ouro para colocar o incenso sobre o pão, cobertas paraa proteção e tigelas de ouro para fazer libação (Nm 28.7), embora essa libação não acontecesse no santuário (Ex 30.).
O ALTAR DE INCESO
O altar de incenso ficava ao fundo de frente para a entrada da tenda e antes o véu. Feito de madeira de cetimrvestida com ouro, representa o miistério e intercessão exercido por Jesus no céu pela Sua igreja na terra. As brasas utilizaas no altar de incenso eram retiradas do Altar de Sacrifício e trazidas pelo sacerdote. Quando o incenso era quimado, a fumaça subia para Deus. O fogo é símbolo do Espírito Santo, que leva ao Pai as nossas petições (Rm 8.26). O propósito do altar ra mostrar ao povo a maior oibra realizada por Cristo. Após ter terminado a redeção, /ele subiuao céu e está sentado à direita de Deus Pai, onde intercede por nós, sem mediação (Hb 7.25). O altar é lugar de adoração. O sacerdote colocava incso todos os dias pela manhã e à tarde, sigificado que, pelo menos, dois horários são necessários para separarmos em adoração ao Senhor. O inceso era preparado exclusivamente para esta ocasião, representando que as nossas orações são especiais e sobem como aroma suave à presça de Deus.
Com o ensino que recebemos através destes dois símbolos do tabernáculo evemos buscar ter maior união entre nós e Deus, nós e os irmãos e, em consequêcia a Igreja o Sehor experimentará uma comunicação contínua e sempre presente com seu Deus.
Édison da Silva Gonçalves é professor da EBD e Maestro o Coral Peniel, da Igreja Batista Peniel, em Realengo, Rio de Janeiro.
Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus, da Central Gospel, número 22.
domingo, 31 de outubro de 2010
Quando o povo de Israel chegava ao Tabernáculo, encontrava apenas uma porta colorida, para chamar a atenção. Todos podiam entrar, desde que tivessem uma oferta em sacrifício pelo seu pecado. A primeira coisa que viam após a porta era o altar do sacrifício. Ali os animais eram sacrificados e os pecados do povo eram considerados perdoados, pois a morte da oferta substituía o pecador que deveria morrer. Após apresentado o sacrifício o sacerdote lavava os pés e as mãos para entrar no Santo Lugar, a fim de interceder pelos pecados do povo. Isso acontecia no Átrio do Tabernáculo.
Hoje somos atraídos pela beleza de Cristo, manifestada no colorido da igreja sua representante aqui na Terra. Ele é a única porta pela qual temos entrada no Reino de Deus. Todos podem alcançar a salvação. Não há distinção de raça, tribo, povo ou nação. A igreja tem de pregar esta verdade e atrair o maior número possível para “tabernacular” com Ele.
Para entrarmos não é necessário fazer nenhum sacrifício, pois Cristo já o fez por nós. Ele morreu em nosso lugar na cruz do Calvário. Por isso somos impactados e obrigados a tomar uma decisão: aceitar este sacrifício como suficiente para a nossa vida. Daí teremos os nossos pecados perdoados.
A partir daí temos livre acesso a Deus, mediante o lavar da Sua Palavra que irá nos moldando como ele quer e nos santificando dia a dia, até nos tornarmos varões perfeitos.
Tudo isso acontece no átrio, o lugar comum da igreja, onde todos são iguais, apresentam as mesmas lutas, mesmas ambições e desejos e até a mesma atenção de Deus.onde o sol brilha para todos e a chuva cai para bons e ruins. Onde até o alimento espiritual é servido igualmente. É um bom lugar para estar. Mas Deus nos promoveu a sacerdotes e não podemos ficar satisfeitos somente em ser alimentados. Mas somos desafiados a manter uma comunhão mais íntima com Ele. Isso só é possível no Santo lugar.
O Lugar Santo não é lugar de carne. A carne foi queimada no altar de sacrifício no átrio. O acesso é restrito àqueles que passaram pelo sacrifício de Cristo e foram lavados pela Palavra.
Existem três peças no Santo Lugar: o candelabro de ouro, a mesa dos pães da proposição e o altar do sacrifício.
O CASTIÇAL DE OURO – também chamado de Menorah, era a única fonte de luz dentro do Lugar Santo e representa a Luz do Espírito Santo, que deve brilhar na vida da igreja, trazendo luz ao nosso entendimento, de forma que ela ilumine as trevas. Deus não determinou qual seriam as medidas do castiçal, mas ele seria de ouro puro batido. Já imaginou o trabalho que deu para os ourives realizar tal trabalho no deserto? Mas o simbolismo de não ter medidas é para nos alertar que o Espírito Santo é sem limites. A Sua luz, o Seu poder é ilimitado. A luz devia ficar acesa sempre (Ex 27.20). E o sacerdote tinha a missão de mantê-lo aceso. A luz do Espírito Santo está em nós e cabe a nós mantê-la assim (Lc 11.25).
Quando olhamos a composição do castiçal, observamos que ele possui uma haste central da qual partem outras seis, formando assim sete lâmpadas. Em Is 11.2 lemos que sete espíritos seriam derramados sobre a igreja, a fim de gerar união no seio dela. As sete lâmpadas brilhando uniformemente, nos lembram que a união deve ser a maior preocupação da igreja. União de propósitos, na oração, no conhecimento, na justiça, etc.
As hastes laterais representam a igreja ligada a Cristo e Dele dependendo para obter vida. Pois as hastes são ocas para que o azeite possa correr livremente em seu interior e abastecer os pavios (nós) e mantê-los acesos. Os ornamentos das hastes são os frutos que a igreja deve produzir quando está ligada a Cristo e recebe o combustível do Espírito Santo, manifestado através dos dons espirituais.
As lâmpadas deveriam ficar sempre acesas, mas Deus mandou fazer as espevitadeiras e os apagadores. Não seria um contrassenso? De forma nenhuma, pois Ele sabia que em algum momento a chama poderia apagar. Por isso Ele providenciou uma forma de corrigir o “tropeço” que o pecado pode causar, até remover o pavio, e em último caso remover o castiçal (Ap 2.5).
Como está o nosso depósito de azeite? Lembremo-nos da parábola das 10 virgens. As 5 prudentes tinham azeite para aguardar o noivo, enquanto as imprudentes deixaram o seu azeita acabar. Tenhamos prudência a aprendamos a lição que o castiçal nos dá, para que a nossa lâmpada nunca se apague.
No próximo estudo falaremos sobre a mesa dos pães e do altar de incenso.
Édison da Silva Gonçalves é professor da EBD da Igreja Batista Peniel de Realengo-RJ e Maestro do Coral Peniel.
domingo, 15 de agosto de 2010
O que é um tipo?
“A tipologia é o estudo das figuras e símbolos da Bíblia, com os quais Deus procura mostrar, por meio de coisas terrestres as coisas espirituais.”
Um destes é a figueira. A figueira é um dos símbolos da nação de Israel e algumas referências que falam dela dão-nos uma excelente visão de alguns aspectos desse povo especial, escolhido por Deus. Vejamos:
GÊNESIS 3.7 – “Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas DE FIGUEIRA, e fizeram para si aventais.”
MATEUS 24.32 – “Aprendei, pois, a parábola DA FIGUEIRA: quando já os seus ramos se renovam e a folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.”
Um TIPO só é comprovado pelo seu “Antítipo”.
JOSÉ, UM TIPO PERFEITO DE CRISTO
1- Invejado pelos próprios irmãos.
2- Vendido por preço de escravo.
3- Traído pelos próprios irmãos por inveja.
4- Entregue nas mãos de um povo estranho.
5- Revelou-se segunda vez para livrar e perdoar.
6- Provou o seu povo até lhes descobrir o coração.
Um TIPO não é história de personagens de existência duvidosa”.
Embora não existam inscrições contemporâneas que façam referência ao Rei Davi, textos não muito posteriores achados na Palestina parecem mencionar seu nome. Um desses artefatos é a chamada Estela de Tel Dan, achada no norte de Israel, que traz um texto em aramaico com a possível menção mais antiga fora da Bíblia.
Um TIPO nos ensina lições de fé.
O véu não era apenas uma peça de tecido que separava dois ambientes do tabernáculo, mas estava destinado a nos ensinar que o caminho para o Santuário, com a morte de Cristo, estava agora manifesto, ao ser rasgado de cima a baixo.
Um TIPO nos aponta para eventos futuros.
ABRAÃO, A TIPOLOGIA DO PRÓPRIO DEUS
Disposto a entregar o próprio filho.
ZACARIAS 3.10 – Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, cada um de vós convidará o seu próximo para debaixo da VIDE e para debaixo da FIGUEIRA.
Os tipos estão voltados para Jesus!
O que os TIPOS do A. T. falam Dele.
Lev 4:32 Mas, se pela sua oferta trouxer um cordeiro para expiação do pecado, sem defeito trará.
Centenas de anos depois, aquele cordeiro poderia ser reconhecido como sendo um 'tipo' de Jesus Cristo porque apontou adiante Àquele a quem João Batista identificou distintamente como o Cordeiro de Deus. Jo 1.29
Os escritores do N. T. deram destaque aos TIPOS.
I Co 15.4 “E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”
Mat 12:40 "Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra. "
João 1:14 "E o Verbo se fez carne, e habitou (tabernaculou – lançou a sua tenda) entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."
CONCLUSÃO
* Para empreender o estudo dos TIPOS é preciso crer na inspiração de toda a Bíblia, Antigo e Novo Testamento.
* A compreensão dos tipos ajuda na compreensão da Bíblia (vide a Epístola aos Hebreus e o Evangelho de João).
* O estudo dos tipos é um antídoto contra as falsas doutrinas, pois o conhecimento nos dará firmeza de fé.
Fonte:
- TIPOLOGIA BÍBLICA, publicado 19/06/2009 por “http://www.webartigos.com” - Paulo de Aragão Lins
- SEMINÁRIO TEOLÓGICO GERAÇÃO JESUS CRISTO (Direção Geral: Pr. Tupirani H. Lores ) "http://teologia.spaces.live.com"
- (Thomas ice - "http://www.chamada.com.br" ). Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de 2007.
- Pr. Rodrigo M. de Oliveira http://www.atosdois.com.br
sexta-feira, 30 de julho de 2010
A NOSSA FÉ E ESPERANÇA DEVEM ESTAR EM DEUS
Se analisarmos as crcunstâncias das investigações podemos crer que ele tem um pouco de razão, se realmete for este o seu pensamento. O advogado de defesa declarou que, se não vir o atestado de obito ou o laudo do legista, acredita que a moça, alvo de todo esta aparato investigativo, ainda está viva.
O que a Palavra de Deus tem a nos dizer sobre este episódio? Em I Pe 1.13-21 encontramos uma orientação do apóstolo sobre a santidade na vida. No versículo 21b encontramos a dica conclusiva sobre onde devemos lançar a nossa esperança. O autor da carta nos fala desta esperança na tentativa de incentivar os fieis a uma vida de santidade, buscando ser santo como o Senhor o é (v.15b).
O nosso procedimento diário deve ser compatível com a nova vida que confessamos e a nossa esperança deve ser firme Naquele que, com Sua morte nos trouxe vida e, com Sua ressurreição nos dá esperança de uma vida abundante aqui e na que virá na eternidade.
O goleiro Bruno sorriu, porque a sua esperança está na confusão das investigações e na sua possível inocência devido a isso. Mas, se ele continuar a viver da forma que vivia antes de passar por esta situação, somente poderá obter como recompensa coisas semelhantes a estas que ocorreram.
A nossa oração é que ele tenha a oportunidade de conhecer a verdadeira fonte de felicidade para o ser humano. Se ele for considerado culpado, que pague pelos crimes que supostamente cometeu. Porém que o seu sorriso, exibido naquele dia, possa ser transformado em riso de alegria no Senhor, pois Ele é fiel e digno de toda a nossa esperança. Esperança esta que transcende o nosso viver o objetivos presentes, mas permanece para sempre. Amém.
Édison da Silva Gonçalves é maestro do Coral Peniel e professor da EBD, na Igreja Batista Peniel em Realengo, Rio de Janeiro.
domingo, 25 de julho de 2010
Gostaria de começar o meu comentário fazendo uma pergunta? Que preço você pagaria para alcançar a sua vitória?
O que mais tem sido pregado hoje é que o homem (e a mulher) precisa prosperar, ter sucesso, ser vitorioso, seja no campo profissional, pessoal, espiritual e, principalmente, no financeiro.
Entretanto, pouco é falado sobre o preço para alcançar esses objetivos. O Dr Lucas Torrezan, no seu blog “entendendoasescrituras.wordpress.com” faz as seguintes perguntas: Qual é o preço da vitória? Como obter vitória? Como prosperar frente aos infortúnios que a vida nos apresenta? Qual o preço a ser pago? Será que é possível obter vitória?
Nós já alcançamos a salvação de nossas almas. Não estamos correndo o risco de ser “deixados para trás”, porém não sabemos até quando estaremos esperando a Volta de Cristo para ser arrebatados ou se iremos passar pela morte antes. Isso não nos cabe questionar ou prever. Contudo ainda estamos aqui neste mundo. Precisamos pregar o evangelho, ganhar almas para o Reino de Deus, servir a nossa comunidade, manifestar os dons do Espírito Santo, trabalhar secularmente, adquirir bens, etc.
A ambição é inerente ao ser humano, portanto nada mais justo do que almejar a realização de nossos sonhos em níveis da vida. A bíblia nos responde a muitas das perguntas acima, senão todas, através das vidas de Davi, Neemias, Paulo e principalmente Jesus que servem de exemplo de que é possível ter vitória ainda nesta terra.
O que aprendemos com eles é que, no caminho para alcançar a vitória, não basta apenas “esperar no Senhor”. É preciso tomar a atitude de pagar o preço, traçar objetivos e coerência nos sonhos.
Davi venceu muitas batalhas lutando com fé e ousadia. Um adolescente despreparado contra um guerreiro experiente, aos nossos olhos é um suicídio. Porém quando ele coloca a sua confiança em Deus, o risco da derrota torna-se nulo.
O sonho de Neemias era ver os muros de Jerusalém reconstruídos. Para isso ele tomou a atitude de pagar o preço da privação, do trabalho duro, da vigilância constante e atingiu o seu objetivo.
Paulo queria pregar aos gentios. Então ele utilizou todas as oportunidades que apareceram para cumprir o que tinha traçado, mesmo correndo risco de vida.
Mas exemplo maior é o de JESUS. E o que aprendemos com ele é que devemos estar preparados para todas as situações que nos apresentarão no processo de execução e conquista da vitória. As lutas, as derrotas, o tempo que vamos investir na preparação, a dedicação na vida espiritual e principalmente crer que Deus está a todo momento conosco, não nos abandonando nunca.
No site “prazerdapalavra.com.br”encontramos um estudo que fala sobre a vida de Jacó e de todas as situações que ele passou para obter a vitória. Diz o estudo: Jacó venceu porque creu em Deus. Jacó ouviu a voz de Deus, mesmo em meio à crise. (Gn 31. 3 -- "E o Senhor disse a Jacó:`Volte para a terra de seus pais e de seus parentes, e eu estarei com você'”.)
. Jacó entendeu que Deus estava com ele. Sua vida testemunhava esta verdade. (Gn 31.5 --
[Jacó] "lhes disse: `Vejo que a atitude do seu pai para comigo não é mais a mesma, mas o
Deus de meu pai tem estado comigo'"; Gn 31.7 -- [Jacó disse: Labão] "ele tem me feito de tolo, mudando o meu salário dez vezes. Contudo, Deus não permitiu que ele me prejudicasse". . Jacó tinha a perspectiva divina da história, sendo capaz de reconhecer a ação de Deus em sua vida. (Gn 32.2 -- "Quando Jacó avistou [Esaú e seus homens], disse: `Este é o exército de Deus!' Por isso deu àquele lugar o nome de Maanaim". Jacó sabia que Deus faz milagres. O maior deles foi a atitude de Esaú ao seu pedido de perdão (Gn 33.4 -- "Mas Esaú correu ao encontro de Jacó e abraçou-se ao seu pescoço, e o beijou. E eles choraram".)
E o estudo termina com algumas perguntas: O que o move nas lutas? A vitória imediata ou a vitória?Você tem utilizado as qualidades que Deus lhe tem dado para lutar com inteligência?Você tem tido a coragem de viajar em direção ao desconhecido?
Você tem tido a humildade de ceder?Você ora para mudar Deus ou para ser mudado por Ele?
Que Deus nos ajude a responder estas perguntas e que consigamos seguir os bons exemplos dos homens e mulheres da Bíblia, que alcançaram a sua vitória. Entretanto, devemos ter o cuidado de não desejar ter vitória somente para nosso uso, mas que a nossa vitória possa ser compartilhada com o nosso próximo. Pois ao observarmos os heróis da Bíblia chegamos à conclusão de que a vitória por eles alcançada foi bênção não só para si, mas, principalmente, para os outros.
Édison da Silva Gonçalves é Regente do Coral Peniel e professor da EBD, na Igreja Batista Peniel em Realengo, Rio de Janeiro.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
DEUS TEM MUITO MAIS DO QUE AQUILO QUE NÓS PEDIMOS
Na abertura da Escola Bíblica Dominical o Irmão Roberto disse que, ao sentar nas novas cadeiras da igreja, sentiu-se bem, confortável. Mas Deus falou algo mais a ele: “Eu tenho muito mais para te dar”. “Às vezes nós valorizamos os bens materiais, aquilo que adquirimos com muito ou pouco sacrifício, continuou o Ir. Roberto, entretanto Deus tem preparado algo tremendo para nós” (I Co 2.9).
Nós pedimos e, às vezes, alcançamos a realização de nossos desejos, porém Deus tem seus propósitos. Nesses propósitos entram sua onipotência, onisciência, onipresença e soberania. Cada cristão tem um papel a desempenhar no Plano de Deus. Para isso Ele se revela com sinais e prodígios, tentando chamar a nossa atenção para seus propósitos e nos tratar de maneira individual e esperando a nossa resposta ao Seu chamado.
Para que possamos alcançar os propósitos de Deus, precisamos estar atentos ao seu tratar e não desprezar as Suas orientações, pois Ele tem o melhor para nós. As situações difíceis por quais passamos exigem a superação de nós mesmos, vencer os desafios. O que nos move é a esperança que alimentamos na concretização dos objetivos. Muitas vezes somos tratados por Deus quando nos sentimos fracos e desesperançados.
É um privilégio para nós fazermos parte dos propósitos divinos. Para isso é preciso discernir os propósitos de Deus para nós no Seu Reino. O maior propósito de Deus para nós é a salvação, os outros vêm por acréscimo. Mt 6.33.
Alegremo-nos pelos nossos propósitos individuais que foram alcançados, mas alegremo-nos muito mais com a salvação que Deus preparou para nós e de graça nos dá.
sábado, 3 de julho de 2010
CONSELHOS PARA UMA VIDA ABENÇOADA (comentário do Ir Édison sobre a lição 9 da revista Vida Cristã Vitoriosa, da Editora Central Gospel)
Diante de tal informação podemos dizer sem medo de errar que, se quisermos obter uma vida vitoriosa, precisamos agir com sabedoria. Porém como ter sabedoria para agir com sabedoria. Esta é a nossa proposta neste estudo.
1. Não ser autossuficiente
A primeira atitude que devemos ter é a de total dependência de Deus. Em Pv 16.18 vemos que “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, à queda”. Mesmo o homem sendo dotado de inteligência e capacidade de decisão pelo livre arbítrio, ele não é Deus. Por isso precisa, muitas vezes, aconselhar-se para melhor decidir sobre alguns assuntos. Infelizmente até alguns cristãos teimam em tomar decisões sozinhos ou sem consultar a Deus, que é onisciente, sabedor de todas as coisas e infinitamente capaz de nos orientar sobre tudo e sobre o melhor para nós.
A autossuficiência leva à soberba.
A autossuficiência torna o difícil possível, mas não torna o impossível possível.
2. Trabalhar para o futuro ser melhor que o presente.
O homem vencedor é limitado pela realização dos seus sonhos. Isso significa que você é do tamanho dos seus sonhos. Então, para que o seu futuro seja melhor do que o passado você tem de alimentar seus sonhos além das suas frustrações.
É hora de alimentar sonhos, de confiar em Deus, de pedir a Sua ajuda para que o futuro seja extraordinário.
3.Entender que dar é melhor do que receber.
Existe uma teologia e até músicas que hoje incentivam o cristão a “receber” de Deus. Segundo a Bíblia, é melhor ganhar um carro ou ter como presentear alguém com um carro? É melhor dar um prato de comida para alguém ou ser o faminto a ganhar um prato de comida? É melhor dar o dízimo ou estar necessitado daquilo que pertence a Deus? PV 11.25 / Ec 11.1-2.
Jesus nos ensina a lei da liberalidade: Mt 19.19.
4. Mudar de atitude
O cristão tem de mudar de atitude, para conquistar objetivos, sejam eles de que categoria. Pois esta mudança de atitude o fará alcançar dias melhores, bênçãos sem medida. Isto é promessa e uma realidade bíbliaca, vide as vidas de Abraão, Moisés, Isaías e Paulo.
Algumas atitudes dependerão somente de Deus, pois são questões unicamente espirituais:
a) arrebatamento da igreja; Mt 24.36
b) chamada para o ministério; Ef 4.10-12
c) distribuição dos dons; I Co 12.11
d atos da soberania de Deus; Sl 115.3
Porém existem outras questões espirituais que só dependem de nós:
a) cumprimento da palavra; Tg 1.22
b) mortificar da carne; Cl 3.5-9
c) ser cheio do Espírito Santo; Gl 5.16 / Ef 5.18
d) autoexaminar-se para melhorar; I Co 11.28
e) fazer escolhas certas; Dt 30.19
Conclusão
Na última lição estivemos falando sobre mudanças. Sair da zona de conforto. E chegamos á conclusão que se mudarmos teremos novas experiências. Essas experiências nos farão crescer e alcançar dias melhores. Na lição de hoje aprendemos que o primeiro passo para efetuarmos as mudanças é ouvir os conselhos da Palavra de Deus e colocá-los em prática. Nós dependemos de Deus em tudo, porém Ele não toma atitudes por nós, nem envia anjos para fazê-lo. Somos nós que temos de procurar o que é melhor para nós e fazer as escolhas.
Édison da Silva Gonçalves é professor da EBD, na Igreja Batista Peniel em Realengo-RJ.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Is 6.1-8
De que maneira estamos vendo o Senhor? Qual é a nossa visão sobre Deus? No v. 1 Isaías diz que VIU Deus “assentado sobre um alto e sublime trono”. Muitos cristãos só conhecem a Deus apenas pelo que ouvem nas pregações dos pastores, nas aulas da EBD ou pelo testemunho de outras pessoas. Precisamos ter uma experiência como a de Isaías: ver Deus como Ele realmente é. Ter as nossas próprias histórias com o Senhor.
Quando isto acontecer, teremos o nosso conhecimento Dele modificado da mesma forma que Jó 42.5. isto é primordial para que tenhamos maturidade cristã.
Ao conhecermos mais intimamente a Deus, teremos a nossa adoração aprimorada, principalmente no que diz respeito à santidade de Deus. No v.3 os Serafins clamavam “uns para os outros, dizendo: Santo, Santo Santo é o Senhor dos Exércitos:” Devemos, como eles, exaltar a santidade de Deus e buscarmos essa santidade para nós mesmos, pois é desejo Dele que sejamos Santos como ele é santo.
Como Isaías, nós precisamos conhecer o poder ilimitado de Deus (v.4), poder este que fez mover as estruturas do templo somente com a adoração dos Serafins.
O que se deve esperar de uma pessoa que declara ter tido um encontro com Deus? Alguém que viu a Deus? Temos vários exemplos bíblicos de servos que ao encontrarem-se com Deus tiveram seus caminhos mudados: Abraão, Jacó, Isaac, Gideão, Paulo, Pedro, etc. Todos estes experimentaram um encontro pessoal e transformador com o Senhor. O cristão maduro precisa mudar o seu comportamento após seu encontro com Deus.
Para isso ele precisa olhar pra dentro de si mesmo e reconhecer a sua situação de pecador que não pode viver pecando, para não invalidar a sua conversão.
Isaías olhou para dentro de si mesmo e clamou por ajuda (v. 5). Nós precisamos fazer a mesma coisa: se não conseguimos largar o pecado, devemos pedir ajuda de Deus para sermos libertos.
Quando reconhecemos nossa situação de pecadores e clamamos a Deus pr ajuda, Ele nos trata como tratou a Isaías (v.6): com a maior urgência. Por isso o Serafim veio voando tocar os lábios do profeta. Mas nós precisamos tomar a iniciativa de clamar por ajuda.
Após o perdão dos nossos pecados precisamos mudar o nosso comportamento, de forma a não ser escândalo sob qualquer pretexto ao evangelho (II Co 6.3).
Conhecer a vontade de Deus é uma exigência obrigatória para todas as pessoas que querem crescer e se tornar maduras.
A vontade de Deus pode ser a Perfeita (Mt 6.10) ou a Permissível (II Rs 20.5-6). O problema é o confronto da vontade divina com a vontade humana (Hb 5.7-8). O cristão maduro é aquele que se submete à vontade de Deus que é sempre boa, perfeita e agradável, seguindo o exemplo de Jesus. Isaías submeteu-se a vontade de Deus assim que viu e ouviu tudo que o Senhor tinha planejado para o profeta e respondeu “Eis-me aqui, envia-me a mim.” Completamente mudado e amadurecido apresentou-se voluntariamente para cumprir a “ide” de Deus. Rm 1.15
Isaías experimentou três mudanças fundamentais e essenciais em sua vida ministerial. Precisamos entender que para servir é preciso estar disposto a sofrer mudanças em nossos paradigmas. Muitas vezes teremos que fazer sacrifícios, a fim de cumprir as exigências da vontade de Deus. Por último precisamos, como Isaías, experimentar a visão múltipla: visão para o alto, para ver o Senhor; visão para dentro, para ver a si mesmo; visão para fora, para ver os campos missionários.
Que Deus nos ajude a apresentarmos voluntariamente para a sua obra como cristãos maduros.
Édison da Silva Gonçalves é professor da EBD da Igreja Batista Peniel, em Realengo-RJ.
sábado, 26 de dezembro de 2009
A igreja representa o corpo de Cristo. Não um corpo sem vida, inerte, mas um organismo vivo atuante e que demonstra seu estado proclamando o nome do Senhor pelos quatro cantos da Terra.
Enquanto estamos aqui somos denominados igreja militante, mas o nosso objetivo e ser igreja triunfante. A diferença está na maneira como encaramos nossa missão, delegada por Cristo (Mt 28.18-20). Fazer parte da igreja triunfante é o desejo de todos, mas para isso acontecer, precisamos trilhar os caminhos da igreja militante. Quem milita põe a mão no arado, planta e colhe os frutos. Certa feita Jesus declarou que os campos já estavam brancos para a ceifa e haviam poucos trabalhadores. Será que o quadro mudou e hoje temos muitos trabalhadores dispostos?
Quando falamos de maturidade, queremos enfatizar a responsabilidade que devemos ter com a nossa missão principal como igreja: pregar o evangelho. Quando tomamos ciência e resolvemos cumprir o nosso chamado, demonstramos maturidade.
Esta maturidade é produto do conhecimento de ser a igreja o corpo de Cristo, reconhecer que Ele é a cabeça deste corpo e viver para Ele deve ser a nossa maior motivação. Além, é claro, de glorificá-lo, exaltá-lo e anunciá-lo onde quer que estejamos.
Esta missão só será possível com a ajuda e orientação do Espírito Santo. Ainda bem que Jesus O deixou para que pudesse estar conosco todos os dias, em todos os momentos nos ensinando e conduzindo com virtude, poder e o selo. Quando a igreja segue a sua voz o resultado é crescimento.
Outra manifestação da maturidade da igreja é o engajamento na área social. Uma igreja madura não pode ficar alheia ao sofrimento e privações materiais sejam de seus membros, sejam de pessoas da comunidade em que está inserida.
Por isso o nome igreja, que vem do grego ekklesia significa “um grupo de pessoas chamados para fora” para ir, evangelizar, atuar na sociedade e quem sabe, com esta atitude, transformar o lugar onde mora, onde trabalha, onde estuda. Com certeza haverá “contaminação” da mensagem e consequente expansão do Reino de Deus.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Qual é a razão para obedecermos aos ditames da moda, do trabalho, da sociedade, etc.? Faz bem ao ego; melhora o relacionamento interpessoal; melhora a saúde, mantetmos nossos empregos. E a obediência aos ditames da vida cristã?
Obediência é vida e somente Deus pode dar o dom da vida (Ec 5.18-19). Quando eu obedeço estou declarando aos céus que dependo de alguém para viver, não consigo trilhar sozinho meu caminho; com a minha própria vontade imperando. Preciso ter a consciência de agir de acordo com a vontade dAquele que vive e reina para sempre.
Tenho de escolher seguir bons exemplos e Jesus é o maior exemplo de obediência (Jo 6.38)
Acima de tudo foi obediente a Deus e sempre que possível declarava isso com exemplo a se seguido, mesmo sob pressão espiritual, emocional, mental e física. (Lc 22.42-44)
A nossa alma tem um “timer” que nos avisa quando estamos certos ou errados: a consciência. Não importa qual seja a situação, se ficarmos incomodados significa que estamos errados. Certa feita um pregador disse que, se queremos fazer alguma coisa e solicitamos orientação de pastores, líderes ou algum irmão sobre ser correto ou não a realização de determinado procedimento, significa que sabemos que é errado, mas queremos dar uma válvula de escape à nossa consciência: se der errado estamos “acobertados” por um “conselheiro” e não somente com a nossa vontade. (Ef 2.2)
O verdadeiro significado de servir ao Senhor é conhecer a Sua perfeita vontade, revelada, definida e registrada em Sua Palavra. O nosso nível de submissão é demonstrado quando há esforço e desejo profundo de consagração e obediência manifesta.
Para crecer em obediência precsamos:
a) não ser indiferentes à Palavra de Deus. Por muitas vezes Deus fala diretamente conosco e nós simplesmente não damos ouvidos ou decidimos não obedecer. Jonas sentiu na sua própria pele e fez outras pessoas sofrerem também. Não sigamos este exemplo. (Sl 142.4)
b) não perder a direção errando os objetivos. Qual é o nosso objetivo como cristãos? Qual é a nossa missão aqui na Terra? Como missionário Jonas resolveu não pregar a palavra onde Deus queria. Será que nós temos falado de Deus onde Ele nos manda? E onde Ele tem nos enviado? (Is 30.21)
c) não ter medo. Toda atitude de desobediência gera medo, pois um ato errado traz consequencias que deverão ser encaradas por quem desobedeceu. (Hb 2.15)
d) não agir equivocadamente. Em muitas situações agimos equivocadamente e sofremos ou fazemos os outros sofrerem. Quando obedecemos evitamos tudo isto, pois nossa consciencia estará tanquila, sem nada a temer e os pensamentos livres de qualquer influencia. (I Sm 15.22)
Portanto a Bíblia nos ordena a obedecer a Deus, a Jesus, ao Espírito Santo, aos nossos pais, às autoridades e aos pastores, porque a obediência dá estabilidade à vida cristã.
Na sua jornada de crescimento espiritual o cristão precisa aprender a obedecer. É preciso fazer um esforço neste aprendizado, pois muitas vezes precisaremos renunciar a nós mesmos. Porém se aprendermos a obedecer estaremos sempre no lucro.