domingo, 22 de março de 2020
terça-feira, 18 de setembro de 2018
ESCATOLOGIA - AULA 9 - AS RECOMPENSAS
ESCATOLOGIA
AULA 9 – 11 Set 2018
AS RECOMPENSAS – (pág 9)
Em Ap. 22.12, Jesus declara que quando ele vier (e isto será sem
demora) trará o galardão para retribuir a cada um segundo as suas
obras.
Em II Co 5.10 Paulo fala que “todos nós compareceremos perante o
Tribunal de Cristo, para receber segundo o mal ou o bem que tivermos
feito por intermédio do corpo”.
Em Hb 4.13 encontramos que nada fica encoberto “aos olhos daquele
a quem temos de prestar contas”.
A Bíblia não declara o momento exato desta entrega, mas, com
certeza, será depois da volta de Cristo, pois é Ele quem vai
entregar quando vier (Ap 22.12; Is 40.10; Is 62.11).
Quais são as recompensas citadas na Bíblia?
1. Pedrinha branca (Ap 2.17) – a ênfase do texto não deve ser na
pedra branca, mas no nome que nela estará escrito (Is 56.5; 62.2;
62.12; 65.15; Ap 3.12; Ap 19.12; 19.16;);
2. Coroas –
* em sentido literal: a) prêmio entregue aos vencedores (I Co 9.25);
b) emblema de dignidade e realeza (Ap 6.2; 12.1;14.14);
* em sentido figurado: a) ornamento, honra, glória, aquilo que
alguém pode se gloriar (Fl 4.1; I Ts 2.19-20)
b) um símbolo de recompensa da vida eterna (II Tm 4.8; Tg 1.12;
I Pe 5.4; Ap 2.10; 3.11)
A conclusão que chegamos é que as recompensas são o
reconhecimento de Cristo pelo trabalho que nós fizemos em Sua obra
de evangelização dos povos. Não deve ser encarada como algo
valioso aos nossos olhos, pois, se no céu descrito em Apocalipse
pisaremos em ruas de ouro, significa que este metal aos olhos de Deus
tem um valor diferente. Por isso devemos entender que não existirá
recompensa maior do que ver as almas que foram fruto do nosso
trabalho estarem gozando das bem-aventuranças do céu de Cristo.
Édison da Silva Gonçalves é bacharel em Teologia, Pastor e
Professor do Seminário Teológico Bispo José Alfredo, em Realengo,
Rio de Janeiro.
ESCATOLOGIA - AULA 8 - MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DE PROFECIAS
ESCATOLOGIA
AULA 8 – 04 Set 2018
MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO DE PROFECIAS – (pág 3 a 7)
Na última aula vimos que a divergência entre os
pré-tribulacionistas e os pós-tribulacionistas surgiu devido a
forma como um e outro interpreta as Escrituras e mais especificamente
as profecias bíblicas. Para os primeiros a interpretação literal é
a forma mais correta, para os outros nem sempre podemos fazer este
tipo de leitura da Bíblia, pois há momentos em que o simbolismo, a
alegoria é utilizada e, por isso o exegeta terá de utilizar este
recurso para ter uma visão correta do que o autor bíblico quis
informar ao povo de Deus.
Como já dissemos, não é somente no Apocalipse que encontramos a
Escatologia Bíblica, entretanto é neste livro que ficam mais
evidentes as dificuldades de interpretação das profecias. A começar
pelos destinatários da mensagem: seriam as sete igrejas, denominadas
no cap. 1, as únicas para quem o autor queria entregar as palavras
da profecia, ou seria todo o povo escolhido de todas as eras e até
para nós hoje?
MIRANDA (2013) declara que naquela época já haviam as igrejas de
Jerusalém, Antioquia, Roma, Colossos e outras, chegando a um total
de até 20 localidades das quais não são citadas no livro; A
perseguição aos cristãos de uma forma geral só ocorreu na metade
do século II e início do século III com Diocleciano; até nos
nossos dias existem cristãos sendo perseguidos e mortos em diversas
partes do mundo; o Apocalipse é o único livro que promete benção
a todo aquele que ouve a mensagem do livro (Ap 22.18-19). Então
podemos afirmar que este livro não foi escrito só para os cristãos
da época do escritor, mas para toda a igreja de Cristo espalhada por
toda a terre em todas as épocas.
O idioma original é o grego koiné, que por si só já oferece uma
dificuldade de interpretação, devido a sua complexidade e riqueza
de palavras e significados e por ser uma língua que não é mais
falada nos dias atuais.
Existem dois métodos principais de interpretação, embora com
variações: o método alegórico e o método literal.
1. O método alegórico: nega ou despreza o sentido histórico e a
tônica recai no sentido secundário do texto, ou seja, aquilo que
você lê, não é aquilo que você lê. Tem algo oculto, nas
entrelinhas. Neste sentido a Bíblia não é a autoridade máxima,
mas a mente do intérprete. Ex. A travessia do Mar de Juncos (Mar
Vermelho).
2. O método literal: dá a cada palavra o mesmo sentido exato como
é empregada, do modo escrito, oral ou conceitual. Refere-se a fatos
e desconsiderá-los é anular as palavras de Deus. Ex. A travessia do
Mar de Juncos (Mar Vermelho).
O sentido literal é o mesmo em todas as línguas. Todos os sentidos
secundários dependem do sentido literal prévio dos termos. É o
único freio à imaginação do homem. Dentro desta visão, o Novo
Testamento faz uso do Antigo Testamento em sentido literal e as
figuras de linguagem devem ser empregadas para revelar os sentidos
literais. Por exemplo: Ap 1.16 é dito que “… uma espada afiada
de dois gumes saía de Sua boca...” e isto literalmente é um
simbolismo para o juízo do final dos tempos (CAITANO, 2010).
As palavras podem ter significado literal em uma passagem e
simbólico em outra. Ex. Sl 8.3 e Ap 1.20 (estrela). O texto pode ser
simbólico ou literal simultaneamente. Ex. A história de Abraão
levando Isaac para o sacrifício pode ser interpretada alegoricamente
e literalmente. Um símbolo pode ter mais de um sentido
alternadamente. Um texto pode estar até em contrário a outro
sentido Ap 5.5 (o leão representa Jesus) e I Pe 5.8 (o leão
representa o Diabo).
Diante de tantas alternativas, fica patente a diversidade de
interpretações que um texto profético pode ter. Por isso os
teólogos criaram uma espécie de dicionário de símbolos
proféticos, que nos ajudam a direcionar nossa visão para
interpretar o mais corretamente possível a literatura profética.
Édison da Silva Gonçalves é Bacharel em Teologia, Pastor e Professor do Seminário Teológico Bispo José Alfredo, em Realengo, Rio de Janeiro.
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