sexta-feira, 30 de julho de 2010

A NOSSA FÉ E ESPERANÇA DEVEM ESTAR EM DEUS

Um caso que tem dominado as manchetes dos jornais e as reportagens televisivas e radiofônicas é o do ex-capitão e goleiro do Flamengo Bruno Fernandes. As contradições dos envolvidos e a decisão de alguns em falar somente em juízo têm confundido as investigações policiais. Em razão disso, recentemente vimos uma reportagem que mostrava a saída dos acusados após uma acareação. No momento do deslocamento foi observado que o acusado Bruno estava sorrindo. Ficou para a opinião pública uma dúvida: "porque aquele sorriso?". Muitas foram as opiniões emitidas, mas uma delas chamou a atenção. Não lembro quem falou, mas foi dito o seguinte: "Ele sorriu, pois diante da situação ele tem esperança que vai sair ileso de tudo isso."
Se analisarmos as crcunstâncias das investigações podemos crer que ele tem um pouco de razão, se realmete for este o seu pensamento. O advogado de defesa declarou que, se não vir o atestado de obito ou o laudo do legista, acredita que a moça, alvo de todo esta aparato investigativo, ainda está viva.
O que a Palavra de Deus tem a nos dizer sobre este episódio? Em I Pe 1.13-21 encontramos uma orientação do apóstolo sobre a santidade na vida. No versículo 21b encontramos a dica conclusiva sobre onde devemos lançar a nossa esperança. O autor da carta nos fala desta esperança na tentativa de incentivar os fieis a uma vida de santidade, buscando ser santo como o Senhor o é (v.15b).
O nosso procedimento diário deve ser compatível com a nova vida que confessamos e a nossa esperança deve ser firme Naquele que, com Sua morte nos trouxe vida e, com Sua ressurreição nos dá esperança de uma vida abundante aqui e na que virá na eternidade.
O goleiro Bruno sorriu, porque a sua esperança está na confusão das investigações e na sua possível inocência devido a isso. Mas, se ele continuar a viver da forma que vivia antes de passar por esta situação, somente poderá obter como recompensa coisas semelhantes a estas que ocorreram.
A nossa oração é que ele tenha a oportunidade de conhecer a verdadeira fonte de felicidade para o ser humano. Se ele for considerado culpado, que pague pelos crimes que supostamente cometeu. Porém que o seu sorriso, exibido naquele dia, possa ser transformado em riso de alegria no Senhor, pois Ele é fiel e digno de toda a nossa esperança. Esperança esta que transcende o nosso viver o objetivos presentes, mas permanece para sempre. Amém.

Édison da Silva Gonçalves é maestro do Coral Peniel e professor da EBD, na Igreja Batista Peniel em Realengo, Rio de Janeiro.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dicas da Língua Portuguesa

De acordo com a nova ortografia da Língua Portuguesa o acento agudo desapareceu das palavras em três casos:
1. nos ditongos (encontro de duas vogais proferidas em uma só sílaba) abertos ei e oi das palavras paroxítonas (aquelas cuja sílaba pronunciada com mais intensidade é a penúltima).

- de assembléia para assembleia
- de heróico para heroico
- de idéia para ideia
- de jibóia para jiboia.

No entanto, as oxítonas (palavras com acento na última sílaba) e os monossílabos tônicos terminados em éi, éu e ói continuam com o acento (no singular e/ou no plural). Exemplo: herói(s) ilhéu(s), chapéu(s), anéis, dói, céu.

2. nas palavras paroxítonas com i e u tônicos que formam hiato (seqüência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes) com a vogal anterior quando esta faz parte de um ditongo;

- de baiúca para baiuca
- de boiúna para boiuna
- de feiúra para feiura

No entanto, as letras i e u continuam a ser acentuadas se formarem hiato mas estiverem sozinhas na sílaba ou seguidas de s. Exemplos: baú, baús, saída. No caso das palavras oxítonas, nas mesmas condições descritas no item anterior, o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, Piauí.

3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com o u tônico precedido das letras g ou q e seguido de e ou i. Esses casos são pouco freqüentes na língua portuguesa: apenas nas formas verbais de argüir e redargüir.

- de argúis para arguis
- de argúem para arguem
- de redargúis para redarguis
- de redargúem para redarguem

domingo, 25 de julho de 2010

O PREÇO DA VITORIA (Fl 2.5-9,14-16) (comentário sobre a lição Nr 12, da revista Vida Cristã Vitoriosa, da Central Gospel)

Gostaria de começar o meu comentário fazendo uma pergunta? Que preço você pagaria para alcançar a sua vitória?
O que mais tem sido pregado hoje é que o homem (e a mulher) precisa prosperar, ter sucesso, ser vitorioso, seja no campo profissional, pessoal, espiritual e, principalmente, no financeiro.
Entretanto, pouco é falado sobre o preço para alcançar esses objetivos. O Dr Lucas Torrezan, no seu blog “entendendoasescrituras.wordpress.com” faz as seguintes perguntas: Qual é o preço da vitória? Como obter vitória? Como prosperar frente aos infortúnios que a vida nos apresenta? Qual o preço a ser pago? Será que é possível obter vitória?
Nós já alcançamos a salvação de nossas almas. Não estamos correndo o risco de ser “deixados para trás”, porém não sabemos até quando estaremos esperando a Volta de Cristo para ser arrebatados ou se iremos passar pela morte antes. Isso não nos cabe questionar ou prever. Contudo ainda estamos aqui neste mundo. Precisamos pregar o evangelho, ganhar almas para o Reino de Deus, servir a nossa comunidade, manifestar os dons do Espírito Santo, trabalhar secularmente, adquirir bens, etc.
A ambição é inerente ao ser humano, portanto nada mais justo do que almejar a realização de nossos sonhos em níveis da vida. A bíblia nos responde a muitas das perguntas acima, senão todas, através das vidas de Davi, Neemias, Paulo e principalmente Jesus que servem de exemplo de que é possível ter vitória ainda nesta terra.

O que aprendemos com eles é que, no caminho para alcançar a vitória, não basta apenas “esperar no Senhor”. É preciso tomar a atitude de pagar o preço, traçar objetivos e coerência nos sonhos.
Davi venceu muitas batalhas lutando com fé e ousadia. Um adolescente despreparado contra um guerreiro experiente, aos nossos olhos é um suicídio. Porém quando ele coloca a sua confiança em Deus, o risco da derrota torna-se nulo.
O sonho de Neemias era ver os muros de Jerusalém reconstruídos. Para isso ele tomou a atitude de pagar o preço da privação, do trabalho duro, da vigilância constante e atingiu o seu objetivo.
Paulo queria pregar aos gentios. Então ele utilizou todas as oportunidades que apareceram para cumprir o que tinha traçado, mesmo correndo risco de vida.
Mas exemplo maior é o de JESUS. E o que aprendemos com ele é que devemos estar preparados para todas as situações que nos apresentarão no processo de execução e conquista da vitória. As lutas, as derrotas, o tempo que vamos investir na preparação, a dedicação na vida espiritual e principalmente crer que Deus está a todo momento conosco, não nos abandonando nunca.
No site “prazerdapalavra.com.br”encontramos um estudo que fala sobre a vida de Jacó e de todas as situações que ele passou para obter a vitória. Diz o estudo: Jacó venceu porque creu em Deus. Jacó ouviu a voz de Deus, mesmo em meio à crise. (Gn 31. 3 -- "E o Senhor disse a Jacó:`Volte para a terra de seus pais e de seus parentes, e eu estarei com você'”.)
. Jacó entendeu que Deus estava com ele. Sua vida testemunhava esta verdade. (Gn 31.5 --
[Jacó] "lhes disse: `Vejo que a atitude do seu pai para comigo não é mais a mesma, mas o
Deus de meu pai tem estado comigo'"; Gn 31.7 -- [Jacó disse: Labão] "ele tem me feito de tolo, mudando o meu salário dez vezes. Contudo, Deus não permitiu que ele me prejudicasse". . Jacó tinha a perspectiva divina da história, sendo capaz de reconhecer a ação de Deus em sua vida. (Gn 32.2 -- "Quando Jacó avistou [Esaú e seus homens], disse: `Este é o exército de Deus!' Por isso deu àquele lugar o nome de Maanaim". Jacó sabia que Deus faz milagres. O maior deles foi a atitude de Esaú ao seu pedido de perdão (Gn 33.4 -- "Mas Esaú correu ao encontro de Jacó e abraçou-se ao seu pescoço, e o beijou. E eles choraram".)

E o estudo termina com algumas perguntas: O que o move nas lutas? A vitória imediata ou a vitória?Você tem utilizado as qualidades que Deus lhe tem dado para lutar com inteligência?Você tem tido a coragem de viajar em direção ao desconhecido?
Você tem tido a humildade de ceder?Você ora para mudar Deus ou para ser mudado por Ele?
Que Deus nos ajude a responder estas perguntas e que consigamos seguir os bons exemplos dos homens e mulheres da Bíblia, que alcançaram a sua vitória. Entretanto, devemos ter o cuidado de não desejar ter vitória somente para nosso uso, mas que a nossa vitória possa ser compartilhada com o nosso próximo. Pois ao observarmos os heróis da Bíblia chegamos à conclusão de que a vitória por eles alcançada foi bênção não só para si, mas, principalmente, para os outros.

Édison da Silva Gonçalves é Regente do Coral Peniel e professor da EBD, na Igreja Batista Peniel em Realengo, Rio de Janeiro.