terça-feira, 18 de setembro de 2018

ESCATOLOGIA - AULA 2 - AS 70 SEMANAS

ESCATOLOGIA

AULA 2 – 24 Jul 17

AS 70 SEMANAS


     Em Mt 24.3, os discípulos fizeram três perguntas a Jesus: 1) Quando sucederão estas coisas? Que sinal haverá da tua vinda? Que sinal haverá da consumação dos séculos? Desde aquele tempo já havia uma curiosidade a respeito dos eventos finais. A curiosidade surgiu quando Jesus falava a respeito da destruição do templo de Herodes. Para responder a eles, Jesus alertou, primeiramente, para que eles não se deixassem enganar.
     Ele começa a responder as perguntas: Em Lc 21.20-24 a primeira pergunta; em Mt 24.21-31 a segunda pergunta; e em Lc 21.8-19 a terceira pergunta. É lógico que as respostas estão narradas nos três evangelhos sinóticos, mas escolhi estas referências, por considerá-los melhor redigidos.
     Porém o que fica evidente na declaração de Jesus é a citação que ele faz do profeta Daniel. Considero que ele está deixando uma dica para nós, isto é, se quisermos saber como seriam as coisas do tempo do fim, teríamos que fazer o mesmo.
     Para isso então vamos consultar em Dn 9.26 e encontramos que “...um príncipe que há de vir, destruirá a cidade e o santuário...”; foi esta informação que Jesus disse e despertou o interesse dos discípulos. No mesmo versículo Daniel ala que haverá guerras até o fim, conforme Jesus diz em Lc 21.10 e Mc 13.7-8. e na última semana, o abominável fará uma aliança com muitos e na metade da semana se manifestará até ser destruído no final, como já está determinado.
     O interessante é notar que Jesus diz\ que ele seria rejeitado pelos judeus, mas estes aceitariam o anticristo (Jo 5.43). Não tem como estudar escatologia sem seguir o conselho de jesus e ir a Daniel para entender a profecia das 70 semanas.


Édison da Silva Gonçalves, é Bacharel em Teologia, Pastor e Professor do Seminário Teológico bispo José Alfredo, em Realengo, Rio de Janeiro.

sábado, 25 de agosto de 2018

ESCATOLOGIA - AULA 1 - FATOS INCONTESTÁVEIS

ESCATOLOGIA

AULA 1 – 17 Jul 2018

FATOS INCONTESTÁVEIS

“Nas coisas essenciais, unidade! Nas coisas não essenciais, liberdade! Em todas as coisas, o amor!”
John Wesley

     Apostila pág 2. ESCATOLOGIA: A escatologia é uma doutrina que faz parte da teologia sistemática. O que é teologia sistemática? É a parte da teologia que visa reunir o maior número possível de textos bíblicos que falam sobre determinado assunto e criam um sistema. SIS+TEMÁTICA.
      Existem a teologia sistemática e teologia bíblica. Qual a diferença? A teologia bíblica não se dedica a das muitas explicações. Pega-se um tema bíblico e fica nele. É a Bíblia explicando-se a si mesmo; a teologia sistemática utiliza, além da Bíblia, textos de outras fontes e faz comparações. As fontes podem ser teológicas, filosóficas, científicas, etc.
     Escatologia significa: doutrina das últimas coisas, ou doutrina do fim, ou estudo dos últimos tempos. Vem do grego ESCATOS = FIM e LOGIA = TRATADO, DOUTRINA, ESTUDO.
     Apostila pág 2. APOCALIPSE: Quando Deus fala em revelação, a pergunta que devemos fazer é: Por que só agora foi revelado (no Ap)? Antes não havia sido revelado ainda? Então o que era? História, poesia, biografia? Vamos ler Is 46.9-10. verificamos que a mensagem de apocalipse foi revelada por toda a bíblia. A começar pela expressão “No princípio...”, Gn 1.1; se compararmos com Ap 22.13 e Cl 1.15-20, concluímos que Jesus é o princípio e o fim de todas as coisas. Ele é revelado em toda a escritura. Se estudarmos a Bíblia, encontraremos referência a cristo em todos os livros, tipificados em várias situações.
     Apostila pág 2 ANTÍTIPO: é a realidade da manifestação do tipo. Cristo é o antítipo e as várias formas que identificamos a pessoa ou a obra de Cristo ao longo da Bíblia é o TIPO. Ex; José no Egito, A libertação de Raabe, Moisés, a travessia do mar de juncos, etc.
     O propósito deste curso é fazer um estudo da escatologia na ótica da teologia sistemática, porque a teologia bíblica é assunto para EBD e Curso Básico de Teologia. Como vocês sairão daqui Bacharéis em Teologia, precisamos ampliar nossos conhecimentos. E para que possamos ampliar nossos conhecimentos precisamos ver alguns fatos incontestáveis, nos quais a Bíblia não deixa dúvidas:
           Apostila pág 8: ACONTECIMENTO ESCATOLÓGICO MAIS IMPORTANTE: A VOLTA DE CRISTO ( Hb 9.27-28; At 1.10-11; Zc 14.4-5;Mt 25.31; Ap 19.11); ARREBATAMENTO: Lc 17.34-36; I Ts 4.13…; Mt 24.40-42; I Co 15.50;
          Apostila pág 9: O MILÊNIO: Ap 20.4-5; Is 9.6-7; Zc 9.9;
          Apostila pág 12: A GRANDE TRIBULAÇÃO: Mt 24.21; Mc 13.19; 2 Ts 1.16; Ap 7.14;
          Apostila pág 16: O ANTICRISTO: I Jo 2.18; 2 Ts 2.1; Ap 13.1;
          Apostila pag 24: RESSURREIÇÃO: I Co 15.17-22; 50-57; Dn 12.2; Jo 11.25-26; Ap 20 13-15;
          Apostila pág 23: O JUÍZO FINAL: Ap 20.11-15; Mt 25.32-34
     O importante não é a cronologia, mas estar preparado para os acontecimentos quando eles acontecerem. Lc 1.13-17

Édison da Silva Gonçalves, é Bacharel em Teologia, Pastor e Professor do Seminário Teológico bispo José Alfredo, em Realengo, Rio de Janeiro.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018



INTRODUÇÃO À MISSIOLOGIA

       Desde o início o objetivo de Deus era ensinar o seu povo escolhido sobre missiologia. E, por isso Ele foi o primeiro missionário. Em Gn 3.9, após a queda, Deus vai em busca do homem pecador e chama “Adão, onde estás?” Isto prova o cuidado que Deus tem com o homem perdido e sabe que este só vai se converter se alguém for buscá-lo, conforme Rm 10.14-15.

         * 10 razões para ser missionário
1. Ex 20.2 – por causa da teologia – a Bíblia é missiológica de capa a capa. Deus é o primeiro missionário;
2. Ex 20.3-6 – por causa da competição religiosa – se eu parar de evangelizar, os outros grupos crescem;
3. Ex 20.7 – por causa do nome de Jesus – toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor;
4. Ex 20.8-11 – por que Deus só descansou no sétimo dia – temos que trabalhar todos os dias;
5. Ex 20.12 – por causa dos relacionamentos familiares – as famílias estão sendo atacadas por todos os lados;
6. Ex 20.13 – por uma razão criminal – não matar literalmente, basta odiar alguém, não perdoar.
7. Ex 20.14 – por uma razão conjugal – nunca houve tantos casamentos destruídos;
8. Ex 20.15 – por uma razão de respeito ao que é do próximo – uma bala, um telefone da firma, etc.
9. Ex 20.16 – por uma razão de justiça – uma mentira basta.
10. Ex 20.17 – por uma razão de moral – a cobiça é uma das coisas que mais fazemos em nosso tempo. Carro, celular, casa, conforto, etc.

          * O que é missiologia?
Missiologia (latim=missio "envio"; grego=logia "estudo") ou Teologia de Missões é um ramo da Teologia que estuda as missões, que são ações de propagação de uma religião. No nosso caso, o desejo de Deus, desde o princípio, era a religação do homem com seu criador, porque religião vem de “religare’, termo em latim que significa ‘religação com o divino’, servindo para qualquer forma de aspecto físico ou religioso, que contenha conteúdo metafísico [do grego meta=além do mundo físico]. Tal desejo foi despertado tendo em vista a queda do homem no Éden e sua consequente separação de Deus. [Rm 3.23].
Missão - Partindo, então, desse contexto bíblico, podemos definir “missão” como o ato redentivo de Deus para a Salvação do perdido, consolidado em Seu filho unigênito – Jesus – que, dado como ordenança a Igreja impele a todo o corpo dos salvos em Cristo a anunciar a Salvação a todos os povos, línguas, tribos, nações e etnias do planeta até o retorno do Senhor Jesus Cristo.
Missões - “Missões”, nada mais é que a participação da Igreja, como corpo de Cristo, no cumprimento da “missão”, usando de estratégias, grupos de ação missionária, envio de vocacionados, etc; missões tem como finalidade o alcance de locais onde a igreja - instituição - cumpridora da missão não pode estar, com a finalidade de cumprir à risca o mandado de Jesus de alcançar os confins da Terra. Missões é a ferramenta auxiliadora do cumprimento da missão e está interdependente desta.
O papel da igreja - Entendendo missão como ordenança de Deus para anunciar a Jesus como Salvador e missões como a auxiliadora no cumprimento da missão. Entende-se, portanto o papel fundamental da Igreja na realização dessa empreitada como tendo a responsabilidade literal de obedecer à ordenança; entendendo que trata-se da sua essência, pois a igreja só existe pelo e para o cumprimento da missão.
O papel da missiologia é conscientizar os cristãos [missionários, pastores, presbíteros, evangelistas, diáconos, líderes de escola bíblica e membros de igrejas evangélicas em geral] desta responsabilidade literal de obedecer à ordenança.

          * Algumas informações interessantes sobre os povos não alcançados, que vão ajudar nesta conscientização:
a. no Brasil:
1. indígenas – 340 etnias – 103 não evangelizadas;
2. ribeirinhos – 35.000 comunidades – 10000 não têm igreja evangélica;
3. quilombolas – 2.000 comunidades que não têm igreja evangélica;
4. ciganos calom – 1.000.000 – 700.000 não têm igreja evangélica;
5. sertanejos – 6.000 comunidades não têm igrejas evangélicas;
6. surdos – somente 1% se declara crente;
7. imigrantes – vivem no país imigrantes de 27 países totalmente fechados para a evangelização; e
8. as classes mais difíceis de evangelizar no Brasil são os mais ricos entre os ricos e os mais pobres entre os pobres.
9. denominação não faz missões. Pessoas fazem missões.
10. missões não é departamento. Missões é consciência.
b. no Mundo:
o campo missionário começa ao abrir a porta de nossa casa.

          * Modelos de missões:

          Não existe padrão de evangelização. Deus age na sua multiforme graça e dá aos homens diversas estratégias para pregar a Palavra. Existe um objetivo a ser atingido na evangelização. Moisés saiu com um povo escravo do Egito e entregou uma nação na entrada da terra prometida. O objetivo da evangelização é promover a mudança de vida das pessoas evangelizadas.
         Para isso existem modelos que devem ser observados. O modelo de Pedro e o modelo de Paulo. Pedro representa aqueles que acreditam que devem esperar as pessoas virem ouvir a Palavra. Paulo representa aqueles que partem, vão em busca de pessoas para ouvirem a Palavra. Em ambos os casos ninguém chega antes, todos chegam depois, ou seja, dificilmente iremos achar pessoas que nunca ouviram falar de divindade, pois carregam espiritualidade em si mesmos, mas talvez nunca ouviram falar de Cristo.
          Iremos chegar em campos que já foram plantados e até regados. Pedro tinha uma dificuldade muito grande em aceitar que os gentios também faziam parte da promessa. Paulo, pelo contrário, representa aqueles que chegam e conseguem se integrar na cultura.
          Pedro representa a tradição judaica, tão presente no antigo testamento e que era o propósito inicial de Deus. O povo de Israel deveria atrair as demais nações com o seu testemunho de amor a um Deus único e verdadeiro, que tantas coisas havia feito por eles. Isso é patente ao observarmos quantas pessoas de outras nações foram agregadas ao povo de Israel: Raabe, Rute, a rainha de Sabah, etc.
       Entretanto a missão não foi cumprida de forma completa, pois os judeus não reconheceram o messias, como deveriam ter acontecido. A presença de igreja, que já estava no coração de Deus desde sempre, deveria ser formada pela nação de Israel e destes gentios que iriam ser evangelizados. Este grande grupo teria a incumbência de levar o nome de Deus a todas as nações da terra, como foi anunciado a Abraão.
          Paulo, então, representa esta grande nação, a igreja do Senhor, que deveria ir por toda a terra levando a mensagem da cruz e, principalmente, anunciando a volta do Senhor Jesus, para julgar todos aqueles que não creram em Seu nome, pois quem crer não será julgado [Jo 3.18,36].
           Evangelizar é anunciar a boa nova que aconteceu conosco. E a razão por que isso aconteceu. Ou seja, eu mudei, porque Cristo mudou a minha vida através do amor e é este amor que deve nos mover em direção às pessoas. É o que aconteceu com a mulher samaritana, com o gadareno, com Paulo, etc.
          Portanto, missiologia é a disciplina teológica que visa abrir nossos olhos sobre o que cabe a cada um de nós cristãos, como súditos do Reino de Deus e, através desta visão despertada, partir para cumprir Rm 10.14-15.

Pastor Édison da Silva Gonçalves