* O que são jogos de azar?
- são jogos nos quais você investe dinheiro com um grande risco de perder e poucas chances de ganhar;
- loteria, rifa, jogo do bicho, megassena, raspadinhas, bolsa de valores, etc. São exemplos de jogos de azar. Alguns destes jogos são permitidos pelo governo mas envolvem o mesmo risco.
* O que não são jogos de azar?
- sorteios em lojas, por recompensa como resultados de compra de algum produto;
- caderneta de poupança e certificados de depósito bancário (CDB) que envolvem investimento de dinheiro, mas com risco pequeno de perdas, pois têm um retorno previsto em juros e correção monetária após algum tempo.
- alguns jogos infantis, vendidos em lojas de brinquedos, que não envolvem apostas em dinheiro, mas são aprisionadores.
* O que a Bíblia diz?
a) Deus não condena a riqueza: Dt 8.18; I Cr 29.12-14.
- geralmente quem quer enriquecer, quer parar de trabalhar: Gn 2.15; II Ts 3.10-11; Pv 12.11; 6.9-11; 13.11; Ex 20.9-11;
b) Deus condena a ambição a qualquer custo: I Tm 6.6-11; Pv 28.20-22;
- ambição:
1) forte desejo de poder ou riquezas, honra ou glórias; cobiça;
2) anseio veemente de alcançar determinado objetivo, de obter sucesso, aspiração, pretensão.
c) O avarento não entrará no céu. Ef 5.5; Hb 13.5; Fl 4.10-13;
- avareza:
1) qualidade de quem tem apego excessivo ao dinheiro, às riquezas: Lc 18.24-25; Mt 6.24.
d) O que vem de Deus não causa sofrimento. Pv 10.22;
- para alguém ganhar, muitos tem que perder; façamos um teste: cada um deixe R$ 5,00 numa bandeja, para que, ao final da reunião, eu vá pegar e levar para casa. Só eu sairei feliz. É o que acontece na maioria dos jogos; é questão de sabedoria.
- a probabilidade de ganho é de 1/500.000.000;
e) Deus condena aquele que não confia nele. Is 65.10-12.
- Ele quer exclusividade nossa: I Co 6.12; Hb 13.5; Lc 8.14; 12.15;
Conclusão
O que fazer então? Seguir três princípios bíblicos.
1. evitar a busca desenfreada por riquezas. “Tudo por dinheiro!”; “A fazenda”; “Big brother”; etc.
2) evitar lucros injustos. Por quê alguém precisa perder para que eu ganhe? Quem investe dinheiro em jogos de azar, muitas vezes investe em vícios, pornografia, prostituição, drogas, lavagem de dinheiro, ociosidade, contravenção e crime.
3) seguir o princípio da mordomia cristã: tudo é de Deus e Ele permite que administremos, enquanto estivermos na terra. Lc 1.2; devemos então:
a) investir com sabedoria: Lc 19.12-23. Separe R$ 200,00; invista R$ 100,00 numa poupança e os outros R$ 100,00 em jogos. Ao final de um mês compare os lucros obtidos e continue investindo naquele que deu mais lucros. Lc 14.28; Pv 12.25; 16.17; 21.20. Quando investimos com sabedoria, investimos no trabalho.
b) O dinheiro, como tudo, é de Deus. Quando eu invisto o dinheiro, tenho de ter em mente que estou investindo o que é Dele e terei de dar contas do destino que dei às Suas coisas, mesmo que seja pouco. Mt 25.27; Lc 16.12.
Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=vajhEXdA938
https://www.youtube.com/watch?v=FWoL4ksgSpw
https://www.youtube.com/watch?v=PbELyzOsS_s
https://www.youtube.com/watch?v=MvQeSn8FURI
https://www.youtube.com/watch?v=DrSGLuBAqng
https://www.youtube.com/watch?v=74xTxxaTM9M
https://www.youtube.com/watch?v=TsooB8Ti0iE
Édison da Silva Gonçalves é bacharel em Teologia, pelo Seminário Teológico José Alfredo e Presbítero da Igreja Evangélica Cristo para as Nações, em Uruguaiana-RS.
sábado, 17 de setembro de 2016
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
Como encontrar Cristo em todos os livros da Bíblia?
Em Gênesis Jesus é o Cordeiro no altar de Abraão.
Em Êxodo é o cordeiro da Páscoa.
Em Levítico ele é o sumo sacerdote.
Em Números ele é a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite.
Em Deuteronômio ele é a cidade de nosso refúgio.
Em Josué, ele é o tecido vermelho na janela de Raabe.
Em Juízes ele é o nosso Juiz.
Em Ruth ele é o nosso parente redentor.
Em I e II Samuel ele é o nosso profeta confiável.
Nos livros de Reis e Crônicas é o nosso soberano.
Em Esdras ele é o nosso escriba fiel.
Em Neemias é o reconstrutor de tudo que está destruído.
Em Ester ele é Mordecai assentado fielmente no portão.
Em Jô ele é o nosso redentor que vive para sempre.
Em Salmos ele é o meu pastor e nada me faltará.
Em Provérbios e Eclesiastes ele é nossa sabedoria.
Em Cantares ele é o belo noivo.
Em Isaias ele é o servo sofredor.
Em Jeremias e Lamentações Jesus é o profeta que chora.
Em Ezequiel ele é o maravilhoso homem de quatro faces.
Em Daniel ele é o quarto homem na fornalha.
Em Oséias ele é o amor sempre fiel.
Em Joel ele nos batiza com o Espírito Santo e com fogo.
Em Amós ele leva nossos fardos.
Em Obadias nosso salvador.
Em Jonas ele é o grande missionário que leva ao mundo a palavra de Deus.
Em Miquéias ele é o mensageiro dos pés formosos.
Em Naum ele é o vingador.
Em Habacuque ele é a sentinela orando sempre pelo reavivamento.
Em Sofonias ele é o Senhor poderoso para salvar.
Em Ageu ele é o restaurador de nossa herança perdida.
Em Zacarias é a nossa fonte.
Em Malaquias ele é o filho da justiça com a cura em suas asas.
Em Mateus ele é o Cristo o filho do Deus vivo.
Em Marcos ele é o operador de milagres.
Em Lucas ele é o filho do homem.
Em João ele é a porta pela qual todos devem passar.
Em Atos é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco.
Em Romanos é a nossa justificação.
Em Coríntios é nossa ressurreição e o que leva os nossos pecados.
Em Gálatas ele nos redime da lei.
Em Efésios ele é nossa riqueza insondável.
Em Filipenses ele supre todas as nossas necessidades.
Em Colossenses ele é a plenitude do Deus encarnado.
Em Tessalonicenses ele é o nosso Rei que virá.
Em Timóteo ele é o nosso mediador entre Deus e os homens.
Em Tito ele é nossa bendita esperança.
Em Filemon ele é o amigo mais chegado que um irmão.
Em Hebreus ele é o sangue do pacto eterno.
Em Tiago ele é o Senhor que cura o doente.
Em Pedro ele é o pastor principal.
Nos livros de João é Jesus que tem a ternura do amor.
Em Judas ele é o Senhor que vem com milhares de santos.
E em Apocalipse, a igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada sua redenção: Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.
(Autor anônimo)
Édison da Silva Gonçalves é bacharel em Teologia, pelo Seminário Teológico José Alfredo e Presbítero da Igreja Evangélica Cristo para as Nações, em Uruguaiana-RS.
Em Êxodo é o cordeiro da Páscoa.
Em Levítico ele é o sumo sacerdote.
Em Números ele é a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite.
Em Deuteronômio ele é a cidade de nosso refúgio.
Em Josué, ele é o tecido vermelho na janela de Raabe.
Em Juízes ele é o nosso Juiz.
Em Ruth ele é o nosso parente redentor.
Em I e II Samuel ele é o nosso profeta confiável.
Nos livros de Reis e Crônicas é o nosso soberano.
Em Esdras ele é o nosso escriba fiel.
Em Neemias é o reconstrutor de tudo que está destruído.
Em Ester ele é Mordecai assentado fielmente no portão.
Em Jô ele é o nosso redentor que vive para sempre.
Em Salmos ele é o meu pastor e nada me faltará.
Em Provérbios e Eclesiastes ele é nossa sabedoria.
Em Cantares ele é o belo noivo.
Em Isaias ele é o servo sofredor.
Em Jeremias e Lamentações Jesus é o profeta que chora.
Em Ezequiel ele é o maravilhoso homem de quatro faces.
Em Daniel ele é o quarto homem na fornalha.
Em Oséias ele é o amor sempre fiel.
Em Joel ele nos batiza com o Espírito Santo e com fogo.
Em Amós ele leva nossos fardos.
Em Obadias nosso salvador.
Em Jonas ele é o grande missionário que leva ao mundo a palavra de Deus.
Em Miquéias ele é o mensageiro dos pés formosos.
Em Naum ele é o vingador.
Em Habacuque ele é a sentinela orando sempre pelo reavivamento.
Em Sofonias ele é o Senhor poderoso para salvar.
Em Ageu ele é o restaurador de nossa herança perdida.
Em Zacarias é a nossa fonte.
Em Malaquias ele é o filho da justiça com a cura em suas asas.
Em Mateus ele é o Cristo o filho do Deus vivo.
Em Marcos ele é o operador de milagres.
Em Lucas ele é o filho do homem.
Em João ele é a porta pela qual todos devem passar.
Em Atos é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco.
Em Romanos é a nossa justificação.
Em Coríntios é nossa ressurreição e o que leva os nossos pecados.
Em Gálatas ele nos redime da lei.
Em Efésios ele é nossa riqueza insondável.
Em Filipenses ele supre todas as nossas necessidades.
Em Colossenses ele é a plenitude do Deus encarnado.
Em Tessalonicenses ele é o nosso Rei que virá.
Em Timóteo ele é o nosso mediador entre Deus e os homens.
Em Tito ele é nossa bendita esperança.
Em Filemon ele é o amigo mais chegado que um irmão.
Em Hebreus ele é o sangue do pacto eterno.
Em Tiago ele é o Senhor que cura o doente.
Em Pedro ele é o pastor principal.
Nos livros de João é Jesus que tem a ternura do amor.
Em Judas ele é o Senhor que vem com milhares de santos.
E em Apocalipse, a igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada sua redenção: Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.
(Autor anônimo)
Édison da Silva Gonçalves é bacharel em Teologia, pelo Seminário Teológico José Alfredo e Presbítero da Igreja Evangélica Cristo para as Nações, em Uruguaiana-RS.
domingo, 27 de dezembro de 2015
APRENDENDO SOBRE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO COM JESUS
(Comentário sobre a Lição 9 da Revista Fundamentos para uma vida cristã vitoriosa, da Central Gospel - Autor: Pr Marco Antônio da Silva)
1. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO NÃO É?
Não é o batismo em águas (At 1.5; Mt 3.11) porque o batismo em águas é para arrependimento de pecados e pode ser feito por qualquer pessoa, qualquer pastor ou líder. Não é o novo nascimento (Jo 3.3-8; I Jo 3.9) porque este é símbolo de uma nova vida, gerada por uma nova semente que não nasceu da carne nem sangue, mas da água e do Espírito. Não é um sinônimo de salvação (AT - Ex 15.2; Sl 27.1 / NT – Mt 7.14; Mc 12.14) porque a palavra salvação vem do grego soteria, que significa livramento, ou chegar ao final do caminho em segurança. Não é a justificação (Rm 2.34; 5.18-19) porque a justificação é ser justo ou tornar-se justo diante de Deus. É quando o pecador arrependido se achega diante de Deus e recebe o perdão e se torna limpo novamente. Isso só é possível pela obra de Jesus no calvário.
2. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO É?
O batismo no Espírito Santo é uma promessa feita por Joel, a qual seria derramada sobre toda a carne (judeus e gentios) sem distinção de gênero, idade ou classe social. A definição está baseada em três afirmações:
É uma experiência distinta e posterior à conversão o batismo complementa a obra regeneradora e santificadora do Espírito Santo (Ef 2.;1.2). Estas palavras dizem respeito ao homem natural que é o morto no pecado e o regenerado, que é o vivificado por Cristo. (II Co 5. 17-18; Rm 8.1). Regeneração é nascer de novo. É ter uma nova realidade espiritual. Não é um processo, mas um ato que leva o homem a nascer da água e do espírito. Tt 3.5. A santificação é um processo pelo qual o crente torna-se realmente santo e justo. É um programa de vida em cuja execução o homem se santifica.
É uma promessa de Deus. A promessa do batismo no Espírito Santo foi feita no Antigo Testamento (Is 44.3; Pv1.23) e no Novo Testamento (Mt 3.11; Lc 24.49; At 1.4-8; 1.5; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.30; At 11.15-16; I Co 12.13) * De onde vem a promessa do Espírito Santo? Vem de Deus (At 2.33; Ef 1.3; Tg 1.17) * Para quem é a promessa do Espírito? A promessa é para aqueles que estavam ali naquele tempo, para seus filhos e gerações e para tantos quantos respondessem ao chamado de Deus pela pregação do Evangelho.
É um revestimento de poder Em At 1.8 o escritor utiliza a palavra virtude que significa poder, capacitação. É um revestimento especial que o cristão recebe para cumprir a sua missão com autoridade e ousadia. Este poder é direcionado ao serviço a Ele, não é a regeneração ou a santificação. É a prática de um testemunho eficaz, resultante de uma íntima comunhão com Deus.
3. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO PRODUZ?
Testemunho Esta é a única ordem de Jesus a respeito do Batismo no Espírito Santo (At 1.8). Deus os capacitou a fim de que falassem do Seu amor com fidelidade e fervor em qualquer situação. (At 2.1-40). Foi nesta capacitação que os missionários desde os primeiros Apóstolos, Paulo e os demais,cumpriram a missão de levar o nome de jesus até os confins da Terra. Porém a obra ainda não acabou. Nós temos a tarefa de continuar esta missão.
Edificação pessoal Falar em línguas. Com respeito ao falar em línguas como produção do Espírito Santo precisamos fazer algumas considerações. No dia de Pentecostes as pessoas reunidas em oração no cenáculo, ao serem batizadas com o Espírito Santo, falaram em outras línguas (At 2.4). O autor da lição afirma que foram falados dois tipos de línguas pelos cristãos: línguas conhecidas pelas nações ali representadas (dialektos) (At 2.5-11); e línguas desconhecidas por todos, definidas pela palavra grosso […] todos ouviram línguas sobre as quais não tinham qualquer entendimento. (SILVA, 2015, p 75). Entretanto não existe no texto bíblico amparo para esta segunda afirmação. As pessoas das outras nações os ouviram falar em sua própria língua. Eles entenderam, na sua própria língua, o que os discípulos estavam falando (At 2.11). Basta imaginarmos várias pessoas ao mesmo tempo falando línguas diferentes: eu vou ouvir um deles falando na minha língua natal, mas ouvirei os outros falando em línguas que eu não compreendo. Entretanto, alguém que estiver ao meu lado vai entender, pois ouvirá a sua própria língua, mas não entenderá o que for falado na minha língua. Acredita-se que houve um propósito para este tipo de manifestação. Haviam muitos povos presentes e eles precisavam ouvir “as grandezas de Deus” nas suas línguas maternas. Era a comprovação de algo totalmente sobrenatural, totalmente realizado pelo Espírito Santo, sem haver necessidade de intérprete.As línguas faladas pelo cristão sob a ação do Espírito Santo servem para sua edificação pessoal. É o dom de variedade de línguas preconizado e sistematizado em I Coríntios 14.2. É uma forma de se ter uma conversa íntima com Deus, porém sem nenhum controle do que se está dizendo, ficando a pessoa totalmente à mercê da ação do Espírito Santo. Por isso há a recomendação do apóstolo Paulo em que o cristão deve orar a Deus pedindo, também, o dom de interpretação de línguas. O derramamento do dom do Espírito Santo aconteceu em diversas passagens do livro de Atos: 10.44-47; 11.16-17; 16.14-15; 16.33-34; 19.4-6;
Orientação quanto ao falar em línguas no culto. Por isso o mesmo Paulo orienta a igreja em como deve ser exercido estes dois dons.: Ninguém deve ser impedido de falar em outras línguas na igreja (I Co 14.39), porém deve haver interpretação do que foi falado, para que toda a igreja seja edificada (I Co 14.5). Caso não haja intérprete, fique calado ou fale consigo mesmo e com Deus (I Co 14.28). Por isso é visto em outras partes do livro de Atos outras manifestações de pessoas que foram batizadas no Espírito Santo e falaram em outras línguas (grosso). Entretanto houve um certo descontrole, orientado por Paulo aos cristãos de todas as épocas.
* CONCLUSÃO
O batismo no Espírito Santo visa, além do desenvolvimento da santidade pessoal do indivíduo, capacitá-lo ao serviço cristão. Fazer como foi feito aos discípulos que transformaram o mundo da sua época e esta transformação chegou até nós (Lc 10.17). Para que possa fazer o mesmo, o cristão atual precisa buscar este revestimento. Uma coisa já está garantida: a vontade de Deus em cumprir a Sua promessa.
Édison da Silva Gonçalves é Bacharel em Teologia, pelo Seminário Teológico José Alfredo e Professor da Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Peniel em Realengo, RJ.
(Comentário sobre a Lição 9 da Revista Fundamentos para uma vida cristã vitoriosa, da Central Gospel - Autor: Pr Marco Antônio da Silva)
1. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO NÃO É?
Não é o batismo em águas (At 1.5; Mt 3.11) porque o batismo em águas é para arrependimento de pecados e pode ser feito por qualquer pessoa, qualquer pastor ou líder. Não é o novo nascimento (Jo 3.3-8; I Jo 3.9) porque este é símbolo de uma nova vida, gerada por uma nova semente que não nasceu da carne nem sangue, mas da água e do Espírito. Não é um sinônimo de salvação (AT - Ex 15.2; Sl 27.1 / NT – Mt 7.14; Mc 12.14) porque a palavra salvação vem do grego soteria, que significa livramento, ou chegar ao final do caminho em segurança. Não é a justificação (Rm 2.34; 5.18-19) porque a justificação é ser justo ou tornar-se justo diante de Deus. É quando o pecador arrependido se achega diante de Deus e recebe o perdão e se torna limpo novamente. Isso só é possível pela obra de Jesus no calvário.
2. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO É?
O batismo no Espírito Santo é uma promessa feita por Joel, a qual seria derramada sobre toda a carne (judeus e gentios) sem distinção de gênero, idade ou classe social. A definição está baseada em três afirmações:
É uma experiência distinta e posterior à conversão o batismo complementa a obra regeneradora e santificadora do Espírito Santo (Ef 2.;1.2). Estas palavras dizem respeito ao homem natural que é o morto no pecado e o regenerado, que é o vivificado por Cristo. (II Co 5. 17-18; Rm 8.1). Regeneração é nascer de novo. É ter uma nova realidade espiritual. Não é um processo, mas um ato que leva o homem a nascer da água e do espírito. Tt 3.5. A santificação é um processo pelo qual o crente torna-se realmente santo e justo. É um programa de vida em cuja execução o homem se santifica.
É uma promessa de Deus. A promessa do batismo no Espírito Santo foi feita no Antigo Testamento (Is 44.3; Pv1.23) e no Novo Testamento (Mt 3.11; Lc 24.49; At 1.4-8; 1.5; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.30; At 11.15-16; I Co 12.13) * De onde vem a promessa do Espírito Santo? Vem de Deus (At 2.33; Ef 1.3; Tg 1.17) * Para quem é a promessa do Espírito? A promessa é para aqueles que estavam ali naquele tempo, para seus filhos e gerações e para tantos quantos respondessem ao chamado de Deus pela pregação do Evangelho.
É um revestimento de poder Em At 1.8 o escritor utiliza a palavra virtude que significa poder, capacitação. É um revestimento especial que o cristão recebe para cumprir a sua missão com autoridade e ousadia. Este poder é direcionado ao serviço a Ele, não é a regeneração ou a santificação. É a prática de um testemunho eficaz, resultante de uma íntima comunhão com Deus.
3. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO PRODUZ?
Testemunho Esta é a única ordem de Jesus a respeito do Batismo no Espírito Santo (At 1.8). Deus os capacitou a fim de que falassem do Seu amor com fidelidade e fervor em qualquer situação. (At 2.1-40). Foi nesta capacitação que os missionários desde os primeiros Apóstolos, Paulo e os demais,cumpriram a missão de levar o nome de jesus até os confins da Terra. Porém a obra ainda não acabou. Nós temos a tarefa de continuar esta missão.
Edificação pessoal Falar em línguas. Com respeito ao falar em línguas como produção do Espírito Santo precisamos fazer algumas considerações. No dia de Pentecostes as pessoas reunidas em oração no cenáculo, ao serem batizadas com o Espírito Santo, falaram em outras línguas (At 2.4). O autor da lição afirma que foram falados dois tipos de línguas pelos cristãos: línguas conhecidas pelas nações ali representadas (dialektos) (At 2.5-11); e línguas desconhecidas por todos, definidas pela palavra grosso […] todos ouviram línguas sobre as quais não tinham qualquer entendimento. (SILVA, 2015, p 75). Entretanto não existe no texto bíblico amparo para esta segunda afirmação. As pessoas das outras nações os ouviram falar em sua própria língua. Eles entenderam, na sua própria língua, o que os discípulos estavam falando (At 2.11). Basta imaginarmos várias pessoas ao mesmo tempo falando línguas diferentes: eu vou ouvir um deles falando na minha língua natal, mas ouvirei os outros falando em línguas que eu não compreendo. Entretanto, alguém que estiver ao meu lado vai entender, pois ouvirá a sua própria língua, mas não entenderá o que for falado na minha língua. Acredita-se que houve um propósito para este tipo de manifestação. Haviam muitos povos presentes e eles precisavam ouvir “as grandezas de Deus” nas suas línguas maternas. Era a comprovação de algo totalmente sobrenatural, totalmente realizado pelo Espírito Santo, sem haver necessidade de intérprete.As línguas faladas pelo cristão sob a ação do Espírito Santo servem para sua edificação pessoal. É o dom de variedade de línguas preconizado e sistematizado em I Coríntios 14.2. É uma forma de se ter uma conversa íntima com Deus, porém sem nenhum controle do que se está dizendo, ficando a pessoa totalmente à mercê da ação do Espírito Santo. Por isso há a recomendação do apóstolo Paulo em que o cristão deve orar a Deus pedindo, também, o dom de interpretação de línguas. O derramamento do dom do Espírito Santo aconteceu em diversas passagens do livro de Atos: 10.44-47; 11.16-17; 16.14-15; 16.33-34; 19.4-6;
Orientação quanto ao falar em línguas no culto. Por isso o mesmo Paulo orienta a igreja em como deve ser exercido estes dois dons.: Ninguém deve ser impedido de falar em outras línguas na igreja (I Co 14.39), porém deve haver interpretação do que foi falado, para que toda a igreja seja edificada (I Co 14.5). Caso não haja intérprete, fique calado ou fale consigo mesmo e com Deus (I Co 14.28). Por isso é visto em outras partes do livro de Atos outras manifestações de pessoas que foram batizadas no Espírito Santo e falaram em outras línguas (grosso). Entretanto houve um certo descontrole, orientado por Paulo aos cristãos de todas as épocas.
* CONCLUSÃO
O batismo no Espírito Santo visa, além do desenvolvimento da santidade pessoal do indivíduo, capacitá-lo ao serviço cristão. Fazer como foi feito aos discípulos que transformaram o mundo da sua época e esta transformação chegou até nós (Lc 10.17). Para que possa fazer o mesmo, o cristão atual precisa buscar este revestimento. Uma coisa já está garantida: a vontade de Deus em cumprir a Sua promessa.
Édison da Silva Gonçalves é Bacharel em Teologia, pelo Seminário Teológico José Alfredo e Professor da Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Peniel em Realengo, RJ.
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