domingo, 27 de dezembro de 2015

APRENDENDO SOBRE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO COM JESUS
(Comentário sobre a Lição 9 da Revista Fundamentos para uma vida cristã vitoriosa, da Central Gospel - Autor: Pr Marco Antônio da Silva)

1. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO NÃO É?
Não é o batismo em águas (At 1.5; Mt 3.11) porque o batismo em águas é para arrependimento de pecados e pode ser feito por qualquer pessoa, qualquer pastor ou líder. Não é o novo nascimento (Jo 3.3-8; I Jo 3.9) porque este é símbolo de uma nova vida, gerada por uma nova semente que não nasceu da carne nem sangue, mas da água e do Espírito. Não é um sinônimo de salvação (AT - Ex 15.2; Sl 27.1 / NT – Mt 7.14; Mc 12.14) porque a palavra salvação vem do grego soteria, que significa livramento, ou chegar ao final do caminho em segurança. Não é a justificação (Rm 2.34; 5.18-19) porque a justificação é ser justo ou tornar-se justo diante de Deus. É quando o pecador arrependido se achega diante de Deus e recebe o perdão e se torna limpo novamente. Isso só é possível pela obra de Jesus no calvário.

2. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO É?
O batismo no Espírito Santo é uma promessa feita por Joel, a qual seria derramada sobre toda a carne (judeus e gentios) sem distinção de gênero, idade ou classe social. A definição está baseada em três afirmações:
É uma experiência distinta e posterior à conversão o batismo complementa a obra regeneradora e santificadora do Espírito Santo (Ef 2.;1.2). Estas palavras dizem respeito ao homem natural que é o morto no pecado e o regenerado, que é o vivificado por Cristo. (II Co 5. 17-18; Rm 8.1). Regeneração é nascer de novo. É ter uma nova realidade espiritual. Não é um processo, mas um ato que leva o homem a nascer da água e do espírito. Tt 3.5. A santificação é um processo pelo qual o crente torna-se realmente santo e justo. É um programa de vida em cuja execução o homem se santifica.
É uma promessa de Deus. A promessa do batismo no Espírito Santo foi feita no Antigo Testamento (Is 44.3; Pv1.23) e no Novo Testamento (Mt 3.11; Lc 24.49; At 1.4-8; 1.5; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.30; At 11.15-16; I Co 12.13) * De onde vem a promessa do Espírito Santo? Vem de Deus (At 2.33; Ef 1.3; Tg 1.17) * Para quem é a promessa do Espírito? A promessa é para aqueles que estavam ali naquele tempo, para seus filhos e gerações e para tantos quantos respondessem ao chamado de Deus pela pregação do Evangelho.
É um revestimento de poder Em At 1.8 o escritor utiliza a palavra virtude que significa poder, capacitação. É um revestimento especial que o cristão recebe para cumprir a sua missão com autoridade e ousadia. Este poder é direcionado ao serviço a Ele, não é a regeneração ou a santificação. É a prática de um testemunho eficaz, resultante de uma íntima comunhão com Deus.

3. O QUE O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO PRODUZ?
Testemunho Esta é a única ordem de Jesus a respeito do Batismo no Espírito Santo (At 1.8). Deus os capacitou a fim de que falassem do Seu amor com fidelidade e fervor em qualquer situação. (At 2.1-40). Foi nesta capacitação que os missionários desde os primeiros Apóstolos, Paulo e os demais,cumpriram a missão de levar o nome de jesus até os confins da Terra. Porém a obra ainda não acabou. Nós temos a tarefa de continuar esta missão.
Edificação pessoal Falar em línguas. Com respeito ao falar em línguas como produção do Espírito Santo precisamos fazer algumas considerações. No dia de Pentecostes as pessoas reunidas em oração no cenáculo, ao serem batizadas com o Espírito Santo, falaram em outras línguas (At 2.4). O autor da lição afirma que foram falados dois tipos de línguas pelos cristãos: línguas conhecidas pelas nações ali representadas (dialektos) (At 2.5-11); e línguas desconhecidas por todos, definidas pela palavra grosso […] todos ouviram línguas sobre as quais não tinham qualquer entendimento. (SILVA, 2015, p 75). Entretanto não existe no texto bíblico amparo para esta segunda afirmação. As pessoas das outras nações os ouviram falar em sua própria língua. Eles entenderam, na sua própria língua, o que os discípulos estavam falando (At 2.11). Basta imaginarmos várias pessoas ao mesmo tempo falando línguas diferentes: eu vou ouvir um deles falando na minha língua natal, mas ouvirei os outros falando em línguas que eu não compreendo. Entretanto, alguém que estiver ao meu lado vai entender, pois ouvirá a sua própria língua, mas não entenderá o que for falado na minha língua. Acredita-se que houve um propósito para este tipo de manifestação. Haviam muitos povos presentes e eles precisavam ouvir “as grandezas de Deus” nas suas línguas maternas. Era a comprovação de algo totalmente sobrenatural, totalmente realizado pelo Espírito Santo, sem haver necessidade de intérprete.As línguas faladas pelo cristão sob a ação do Espírito Santo servem para sua edificação pessoal. É o dom de variedade de línguas preconizado e sistematizado em I Coríntios 14.2. É uma forma de se ter uma conversa íntima com Deus, porém sem nenhum controle do que se está dizendo, ficando a pessoa totalmente à mercê da ação do Espírito Santo. Por isso há a recomendação do apóstolo Paulo em que o cristão deve orar a Deus pedindo, também, o dom de interpretação de línguas. O derramamento do dom do Espírito Santo aconteceu em diversas passagens do livro de Atos: 10.44-47; 11.16-17; 16.14-15; 16.33-34; 19.4-6;
Orientação quanto ao falar em línguas no culto. Por isso o mesmo Paulo orienta a igreja em como deve ser exercido estes dois dons.: Ninguém deve ser impedido de falar em outras línguas na igreja (I Co 14.39), porém deve haver interpretação do que foi falado, para que toda a igreja seja edificada (I Co 14.5). Caso não haja intérprete, fique calado ou fale consigo mesmo e com Deus (I Co 14.28). Por isso é visto em outras partes do livro de Atos outras manifestações de pessoas que foram batizadas no Espírito Santo e falaram em outras línguas (grosso). Entretanto houve um certo descontrole, orientado por Paulo aos cristãos de todas as épocas.

* CONCLUSÃO

O batismo no Espírito Santo visa, além do desenvolvimento da santidade pessoal do indivíduo, capacitá-lo ao serviço cristão. Fazer como foi feito aos discípulos que transformaram o mundo da sua época e esta transformação chegou até nós (Lc 10.17). Para que possa fazer o mesmo, o cristão atual precisa buscar este revestimento. Uma coisa já está garantida: a vontade de Deus em cumprir a Sua promessa.
Édison da Silva Gonçalves é Bacharel em Teologia, pelo Seminário Teológico José Alfredo e Professor da Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Peniel em Realengo, RJ.

sábado, 16 de agosto de 2014

O MISTÉRIO DE CRISTO EXALTADO

Comentário da lição nº 2 O Mistério de Cristo Exaltado, do Pastor Joá Caetano, da Revista "Os Mistérios do Apocalipse" da Central Gospel.

I. CRISTO PROFETIZADO NO ANTIGO TESTAMENTO 

          Miquéias profetizou entre 750-687 a C., durante o reinado de Jotão, Acaz e Ezequias (Mq 5.2). O cumprimento da profecia foi em Lc 2.4, 5, 7, porém a 1ª profecia sobre Jesus veio da boca do próprio Deus, (Gn 3.15) com cumprimento em Gl 4.4, com o objetivo Dele morrer por nós (Rm5.6,8), como havia sido prometido, para reconciliação do homem com Deus (2 Co 5.19), pois não teria condições dessa reconciliação ocorrer pelo próprio homem. Nesta situação Jesus torna-se nosso guia por lugares tranquilos, por águas seguras, como um pastor conduz suas ovelhas. (Sl 23).


II. A VISÃO DE JESUS GLORIFICADO

          A visão de alguém semelhante ao Filho do Homem mostra para nós que Jesus, mesmo glorificado, guardou as características humanas. Nos conforta profundamente saber que Ele está no meio da igreja, que são os sete candelabros de ouro (Mt 28.20). Sua presença na igreja conforta, alimenta, unge, orienta, ilumina, batiza, e, no final, após o arrebatamento, permanecerá eternamente (I Ts 4.17). Como nosso Sumo Sacerdote, da ordem de Melquisedeque, isto é, instituído por deus antes de qualquer outro sacerdote, ele continua a interceder por nós. A cor branca na cabeça e cabelos mostra a pureza que deve ser cultivada pela nossa mente, procurando afastar o pecado até dos nossos pensamentos. (I Pe 2.22)


III. O TOQUE DA MÃO DO SENHOR

          A mão do Senhor tem o poder de abençoar o seu povo em toda as situações (Ne 2.18). Não seria diferente com João na ilha de Patmos, preso, longe dos seus irmãos, sofrendo dores. Patmos significa morte. A mão do Senhor pode livrar da morte, do medo (Sl89.13); produz milagres (Sl 37.240; levanta os enfermos e nos ensina a fazer o mesmo, para que eles sejam curados (Tg 5.14). Impor as mãos para cura dos enfermos deve ser uma constante na vida do cristão comprometido com o Reino de Deus. Daí a importância de mãos limpas na obra do Senhor (Mc 16.18).


IV. JESUS CRISTO VIVE PARA SEMPRE

          Que algo tremendo deve ter sido para João conviver com Jesus, vê-lo sofrer, morrer e agora contemplar a maravilha da sua exaltação. Não há como não tomar outra atitude senão a de adoração. Não há como contestar que Jesus está vivo. Basta consultar a Palavra e o encontramos sendo tema de todos os livros da Bíblia: "Em Gênesis Jesus é o Cordeiro no altar de Abraão; Em Êxodo é o cordeiro da Páscoa; Em Levítico ele é o sumo sacerdote; Em Números ele é a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite; Em Deuteronômio ele é a cidade de nosso refúgio; Em Josué, ele é o tecido vermelho na janela de Raabe; Em Juízes ele é o nosso Juiz; Em Ruth ele é o nosso parente redentor; Em I e II Samuel ele é o nosso profeta confiável; Nos livros de Reis e Crônicas é o nosso soberano; Em Esdras ele é o nosso escriba fiel; Em Neemias é o reconstrutor de tudo que está destruído; Em Ester ele é Mordecai assentado fielmente no portão; Em Jô ele é o nosso redentor que vive para sempre; Em Salmos ele é o meu pastor e nada me faltará; Em Provérbios e Eclesiastes ele é nossa sabedoria; Em Cantares ele é o belo noivo Em Isaias ele é o servo sofredor; Em Jeremias e Lamentações Jesus é o profeta que chora; Em Ezequiel ele é o maravilhoso homem de quatro faces; Em Daniel ele é o quarto homem na fornalha; Em Oséias ele é o amor sempre fiel; Em Joel ele nos batiza com o Espírito Santo e com fogo; Em Amós ele leva nossos fardos; Em Obadias nosso salvador; Em Jonas ele é o grande missionário que leva ao mundo a palavra de Deus; Em Miquéias ele é o mensageiro dos pés formosos; Em Naum ele é o vingador; Em Habacuque ele é a sentinela orando sempre pelo reavivamento Em Sofonias ele é o Senhor poderoso para salvar; Em Ageu ele é o restaurador de nossa herança perdida; Em Zacarias é a nossa fonte; Em Malaquias ele é o filho da justiça com a cura em suas asas. Em Mateus ele é o Cristo o filho do Deus vivo Em Marcos ele é o operador de milagres; Em Lucas ele é o filho do homem; Em João ele é a porta pela qual todos devem passar; Em Atos é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco; Em Romanos é a nossa justificação Em Coríntios é nossa ressurreição e o que leva os nossos pecados; Em Gálatas ele nos redime da lei; Em Efésios ele é nossa riqueza insondável; Em Filipenses ele supre todas as nossas necessidades; Em Colossenses ele é a plenitude do Deus encarnado; Em Tessalonicenses ele é o nosso Rei que virá; Em Timóteo ele é o nosso mediador entre Deus e os homens; Em Tito ele é nossa bendita esperança; Em Filemon ele é o amigo mais chegado que um irmão; Em Hebreus ele é o sangue do pacto eterno; Em Tiago ele é o Senhor que cura o doente; Em Pedro ele é o pastor principal; Nos livros de João é Jesus que tem a ternura do amor; Em Judas ele é o Senhor que vem com milhares de santos; E em Apocalipse, a igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada sua redenção: Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. (Autor anônimo)"
          A Bíblia sofreu todo tipo de perseguição, com o intuito de destruí-la, porém ela continua "viva e eficaz". Jesus está vivo na igreja, pois é o seu corpo místico e não tem como as portas do inferno prevalecerem contra ela (Mt 16.18). Jesus vive no cristão, mas não somente nas palavras ditas nos púlpitos das igrejas, mas no viver diário, no testemunho real no seu trabalho, em casa, nas escolas, nos meios de transportes, de forma que o mundo possa reconhecer Jesus em nós e comprovar que ele está vivo (Gl 2.20).


CONCLUSÃO

          Como João viu Cristo exaltado entre os candelabros, isto é, entre a Sua igreja, o mundo precisa ver o mesmo Cristo entre nós. O livro de Apocalipse é uma revelação de coisas que acontecerão coma igreja no futuro. Precisamos abrir nossos olhos para também abrir os olhos do mundo, a fim de que eles possam contemplar como nós a glorificação de Jesus para vida eterna e não para a condenação eterna.


Édison da Silva Gonçalves é Seminarista do Seminário Teológico Bispo José Alfredo e professor da EBD da Igreja Batista Peniel, em Realengo, Rio de Janeiro-RJ.

sábado, 12 de abril de 2014

A IMPORTÂNCIA DO RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

          O relacionamento interpessoal é a base da vida humana, pois o homem não foi feito para viver sozinho. Desde a criação Deus percebeu esta verdade e logo tratou de arranjar uma companheira para Adão. Em todas as sociedades o relacionamento entre as pessoas proporciona o enriquecimento de ideias, a oportunidade de conhecer a si mesmo e o mundo que nos cerca. Para o cristão o relacionamento interpessoal é primordial para a realização do “ide” de Jesus, pois se não cultivarmos relacionamentos, como teremos oportunidade de comunicar as maravilhas de Deus e sua obra redentora do homem? Entretanto, viver e conviver requer disposição de mente e coração para saber controlar o seu comportamento, para poder falar no momento certo sem ofender as pessoas do nosso convívio.